De reserva na base à ídolo: 18 anos da estreia do Maestro Felipe



Felipe fez história no Vasco (Foto: Cléber Menedes/LANCE!Press)

Felipe fez história no Vasco (Foto: Cléber Menedes/LANCE!Press)

Poderia ter sido apenas mais um Vasco x Botafogo da história, se não fosse por aquele jovem franzino, de apenas 19 anos, e seus dribles desconcertantes com sua perna canhota.

Aquele dia 3 de novembro de 96, quando o Cruz-Maltino bateu o Glorioso por 2 a 1, num jogo cheio de reclamações, confusões e tumultos, poderia ter passado despercebido, se não marcasse a estreia de Felipe pelo Gigante.

Se soubessem que estariam presenciando o surgimento de um dos maiores ídolos da história vascaína, os torcedores teriam ido em maior quantidade que os apenas 8.852 espectadores daquele jogo.

Substituindo o experiente Cássio, o menino – que passara toda a sua infância no futebol de salão da equipe de São Januário – finalmente formaria dupla com seu parceiro e amigo Pedrinho, desta vez, nos profissionais. Era o início de uma nova etapa dos garotos, e a formação de um dos times mais vitoriosos da história do clube.

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Sua atuação foi discreta, ao menos para os padrões alcançados posteriormente, mas o suficiente para mantê-lo no elenco principal, assumindo a titularidade na temporada seguinte. Logo ele, que meses antes era reserva de Bill – aquele mesmo que passou também pelo Botafogo – nos juniores.

Deste dia em diante, o banco da base virou ídolo, conquistou a torcida, o Brasil e a América. Virou segundo volante, terceiro homem de meio de campo e depois Maestro. Em seus últimos anos de carreira, se transformou num 10 disfarçado com a 6 às costas.

Felipe conquistou, pelo Vasco, mais títulos – em importância – que muitos clubes tradicionais do país. Nos 375 jogos em que atuou com a camisa cruz-maltina, o jogador marcou apenas 33 gols, mas ganhou um Campeonato Carioca (98), um Rio-São Paulo (99), uma Copa do Brasil (2011), dois Brasileiros (97 e 2000), uma Mercosul (2000) e um Libertadores (98). Tá ruim?!

O Maestro mudou com o tempo. De jovem intempestivo à líder do grupo. De lateral à meia. De promessa à eterno. À exceção do manjado – porém, quase ‘imarcável’ – corte seco para a esquerda, muita coisa mudou na vida daquele menino.

Talento, tempo de casa, identificação, brio, conquistas… Um ídolo incontestável, que há 18 anos iniciava a sua vitoriosa trajetória.

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ESTREIA DE FELIPE PELO VASCO:

Vasco Da Gama 2 x 1 Botafogo (RJ)

Data: 03/11/1996
Campeonato Brasileiro
Local : Estádio Do Maracanã (Rio De Janeiro – RJ)
Arbitro : Jorge Dos Santos Travassos
Público : 8.852
Gols : Túlio (Botafogo 5/2ºT), Ranielli (Vasco 52/2ºT) e Edmundo (Vasco 56/2ºT)

Vasco – Carlos Germano, Pimentel, João Luís, Tinho, Felipe, Luisinho, Nélson, Pedrinho (Ranielli), Ramón, Macedo (Cristiano) e Edmundo Técnico : Antônio Lopes

Botafogo – Wagner, Wilson Goiano (Alemão ((Djair), Grotto, Gonçalves, Bruno Carvalho, Moisés, França, Cleíton, Bentinho, Mauricinho e Túlio Técnico : Jair Pereira



  • no time escroto que o vasco tem hoje felipe joga facil ?

  • Flaviano Rocha

    Triste saber que teve um pessímo fim de carreira! O Vasco foi tipo uma Mãe rejeitando o seu proprío filho!! Obrigado Maestro por me fazer sorrir com seus lindos dribes e jogadas incríveis! apesar de ter pegado apenas o fim da sua grandiosa carreira! Mais foi o suficiente para se tornar meu idolo!

  • Flaviano Rocha

    É claro, jamais vou me esquecer dos seu lançamentos de “mão”! É do dia em que vc brilhou contra o lixo do Flamerda, engavetando 2gols e calando o Vagner Love, com suas sabías palavras! Obrigado Maestro!

  • Fabio

    JOGAVA D+++

  • Posso dizer que vi o Felipe jogar…… Deu muitas alegrias…. A nação VASCAÍNA….. Bons tempos…….

  • renan

    eterno pra sempre eterno nosso maestro

  • eneas

    incrível ele jogou no urubu como pode ser ídolo no vasco

  • no mengao acabou com o vaicaindo na final de 2009 o volante coutinho ta precuran ate agora ele joga muito

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