Covardia do Vasco vem sendo castigada



Jorginho parece ter perdido a mão do grupo (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Jorginho parece ter perdido a mão do grupo (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

“Contra o Vasco, todo mundo vem com tudo”.

Essa frase é comum após as derrotas do Vasco. Contra o Paysandu, Thalles foi quem a lançou, menos de um minuto após o apito final, em entrevista para a SporTv. O que ninguém explica é: se o Cruz-Maltino é o único com obrigação de subir nesta Série B, por que não é ele quem ‘vai com tudo’?

A verdade é que o medo do insucesso é cada vez mais evidente em São Januário. O time é inseguro. Mesmo sendo líder – deixou de ser agora, pela primeira vez.

A equipe busca sempre a ‘bola de segurança’ – como se houvesse alguma -, como chutões, laterais diretos para a área, bolas forçadas na frente para não falhar atrás… Qualquer coisa que mantenha a pelota longe do camisa 1 uruguaio. Ainda que de forma pouco inteligente. Ou só desta maneira.

Principalmente quando consegue sair na frente.

Parece um roteiro pré-escrito: o time começa com uma atuação lenta, mas consistente. Encontra um gol – quase sempre na qualidade individual, não coletiva – e recua. Troca passes laterais, recebe cartões por reclamação ou cera, começa a ser pressionado, cede o empate e toma a virada. No desespero, Jorginho abre mão dos volantes, laterais e às vezes até zagueiros – dando liberdade à Luan -, e sofreu mais um gol.

O Vasco começa nervoso, acuado, e termina desesperado, desorganizado. Virou constância. Não é falha, se tornou algo intrínseco.

Contra o Paysandu, Jorginho decidiu lançar mais uma vez Yago Pikachu como meia direita, única posição onde o jogador ainda não rendeu em 2016. Recentemente escrevi sobre as boas atuações do atleta como lateral direito e como ponta pela esquerda, posições que o treinador o havia testado e ele tinha rendido.

Dessa vez, sem Nenê e Douglas Luiz, voltou ao óbvio. Provavelmente com medo de testar nomes como William ou Andrey, que não vêm atuando – e desta maneira seguirão fora. Sem DG, e com Andrezinho em péssimo dia, a saída de bola – que havia ganho qualidade com a entrada do jovem – inexistiu. Pikachu, que não é bom organizador, pouco ajudou. Diguinho, idem. E os chutões se tornaram obrigatórios.

O golaço de Ederson merecia uma placa no Mangueirão. Foi tão saboroso quanto comer docinho antes do ‘Parabéns’. Uma pena o Vasco não ter ficado para cortar o bolo. Sentiu o doce, aguçou o paladar, mas foi para casa com fome. E a única lembrancinha que levou não foi boa. Apesar do gol inesquecível.

A falha de Martin Silva, que resultou no empate, desencadeou a bola de neve. Precisando da vitória, Jorginho colocou em campo Jorge Henrique, atacante que marcou apenas três gols no ano e não deu nenhuma assistência. Luan, que é zagueiro, fez sete tentos e deu dois passes.

E tomou a virada.

Logo nas costas de Júlio César, que há tempos não vem bem, mas é um dos homens de confiança do treinador. Alan Cardoso, que teve boas atuações recentemente, sequer foi utilizado. Na última vez em que esteve em campo, contra o Náutico, assim como Pikachu, virou meia. Outro padrão de Jorginho: para não sacar seus ‘titulares incontestáveis’, altera a posição de seus possíveis substitutos.

Pikachu e Alan, para o treinador, não são laterais – ou ao menos não foram nas últimas partidas -, são meias. Na verdade, auxiliares de laterais. Talvez algo que Jorginho nunca tenha tido em sua carreira como jogador.

Com a diferença de que ele não precisava de apoio. Ele era o apoio. E o fazia com maestria.

O atacante que Jorginho colocou em campo para conseguir a vitória virou volante. O volante original deu lugar para outro atacante. O meia que a torcida queria desde o início – Evander – entrou na vaga do lateral que joga melhor na ponta pela esquerda mas que estava como apoiador pela direita. Mais confusa que as alterações, apenas a falta de decisão sobre atuar ou não com um centroavante fixo.

Contra o Papão, terminou com dois. Semana passada, contra o Náutico, iniciou sem nenhum. E perdeu nos dois.

Se perdeu nas onze. E ainda restam nove…



  • Elton Carvalhal Santana

    “A verdade é que o medo do insucesso é cada vez mais latente em São Januário.” Não é latente. Ele é cada vez mais evidente.

  • Paulo Wagner

    O Vasco virou um time covarde, que não sabe atacar nem quando precisa. Pior, quando pensa em atacar, o sistema de jogo é tão ruim que não consegue conter os contra-ataques do time adversário. Os últimos dois jogos mostram isso de maneira cabal. O Madson é uma avenida! O padrão tático do Vasco é de time pequeno: faz um gol e se esconde na defesa, dando chutão pra frente, sem domínio de bola. Padrão tático de time pequeno, no qual o Vasco se transformou nos últimos anos. E parece que o Jorginho não tem mais imaginação e nem consegue mais fazer nada diferente do que já está aí, esse esquema manjado de sempre. Sou vascaíno apaixonado, mas esse time não vai subir. Vai ser a cereja do bolo nas humilhações de um time que já foi grande e hoje se comporta como pequeno em campo. Sinto saudade dos times do Vasco que entravam para matar o jogo, não importando onde fosse. Que iam na jugular do adversário, para não dar chance ao azar. Daquele time que os adversários tinham medo de enfrentar. Essa não é a realidade desse patético time do Vasco.

  • José Dos Santos Beirauti

    Esses jogadores incontestáveis, o Jorginho tem que sacar do time, pois, estão afundando o time. Na defesa o Jomar deve continuar; nas duas laterais que ser o Pikachu na direita e o Alan Cardoso na esquerda; a dupla de volante deve ser o William e o Andrey, na armação o Andrezinho e o Evander e no ataque o Nenê e o Ederson. Escale esse time contra o Londrina e vamos ver se dá certo.

  • Junior Peixoto

    Mais irritante que ver as escalações cada vez mais bizarras, é ver que o Jorginho ainda elogiou o time após a partida! O Paysandu tem tradição, mas não podemos jogar contra eles e perder os dois jogos! Não podemos jogar contra eles e se postar como se eles fossem os gigantes nacionais!
    O Jorginho tem se perdido e parece um cavalo com aquelas coisas que usam pra eles só olharem pra frente! Com isso, ele segue insistindo nos mesmo erros de sempre.
    O problema disso tudo é que o campeonato tá na parte final e cada tropeço agora é um problema enorme pra classificação.

  • ismael martins

    Eu nao argumento mais contra os flamenguistas ou contra qualquer outro clube que seja considerado os 12 grandes, por que um Vascaíno encontra-se numa situação nesse momento incapaz de argumentar até mesmo contra um Botafoguense que sairá zuado. É tanta humilhação, vergonha, incopetência, desrespeito .. Que o torcedor do Vasco sofre na mão desse direigentes medíocres e retográdos que muitos de seus torcedores recorrem ao passado para tentar zuar um rival ou até mesmo usam outros clubes como escudo como forma de se defender as gozações. O Vasco está em um momento critíco onde qualquer argumento usado em seu favor por qualquer torcedor para defender o clube não passa de mera ilusão, alienação.. O tempo passa e as discurssões sobre o Vasco cada vez mais diminuem sua expressividade onde o torcedor só fala sobre conquistas passadas, fregueses que não existem, sequências de invecibilidade… Como se isso fosse algo pra se comemorar. Pobres coitados somos apaixonados pela Cruz De Malta que mal sabemos que o Vasco é muito mais do que isso.
    Vasco é(era) sinônimo de vitórias, conquistas, alegrias, admiração, orgulho, respeito, tradição, futebol bonito, paixão.. Vasco tem uma linda história no futebol e isso jamais se perderá, mas o que se vê é, que futuramente outras histórias tão bonitas quanto as do passado que o Vasco tem, não serão mais contadas, pois o Vasco já não faz mais história no futebol, no cenário esportivo, na paixão dos amantes do esporte em geral. Torcedores mirins que torcem pelo Vasco vendo o que acontece, futuramente serão vascaínos ? Só o Vasco pra nos dizer isso.. Porque eu na minha idade com mais de 25 anos não tenho emoção em vê o Vasco mais, nem De vibrar mais com O vasco , o que esperar de uma criança ? Se o Vasco continuar desta maneira será um Herói se futuramente ser Vasco..
    Não dá mais pra aguentar tanta vergonha e humilhação de um Grande clube do Futebol Brasileiro..
    Me desfexo aqui dizendo..Vasco não preciza ganhar título todo ano, ter time de craque, etc.. Quero um Vasco que represente o seu torcedor, um time descente, que pelo menos brigue e honre essa camisa. Não caia mais para série B e que quando perca se imponha jogando dentro de seu estádio contra times pequenos..
    O QUE EU QUERO É TER ORGULHO DE SER VASCO !!!!

    • Victor Figueiredo

      Exato ismael, vc escreveu ai td o q eu estava pensando do nosso Vasco

    • Luiz Matias

      ismael fica tranquilo time de serie B é assim mesmo . kkk.

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