Com rescisões e reforços, Campello inicia a montagem de um ‘novo Vasco’



Maxi López é uma das novidades no Vasco (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Dia 20 de janeiro de 2018. Com 154 votos contra 88 de Julio Brant, Alexandre Campello é eleito o novo presidente do Vasco pelo Conselho Deliberativo do clube. Três dias depois, o dirigente toma posse de sua cadeira.

Cinco dias antes, o time já havia estreado na temporada 2018, sendo derrotado por 2 a 0 pelo Bangu, no Campeonato Carioca. Com a eleição marcada para o início do ano, o elenco vascaíno acabou sendo montado quase que completamente pela gestão anterior, ainda presidida por Eurico Miranda.

Deixaram São Januário jogadores que foram titulares em 2017, como o zagueiro Anderson Martins, o meia Mateus Vital e o lateral-direito Madson. Luis Fabiano, machucado, sequer se reapresentou. Guilherme Costa foi emprestado. Nenê, insatisfeito há meses, também não ficaria por muito tempo.

Outros renovaram, como o volante Wellington, o lateral Ramon, o cabeça de área Marcelo Mattos, o zagueiro Breno e o atacante Kelvin. Os quatro últimos, lesionados na época.

Além da barca de saídas, muitos nomes chegaram durante a indefinição da eleição no clube. Uma semana antes da decisão do Conselho, Riascos, Erazo, Fabrício e Rafael Galhardo foram anunciados oficialmente, se juntando a Desábato, Rildo, Luiz Gustavo e Thiago Galhardo, contratados anteriormente, entre o fim de dezembro e início de janeiro.

Quase um time inteiro trazido pela diretoria que não permaneceria no clube. Reforços que deixaram pouco espaço – ou nenhum – na folha salarial durante o primeiro semestre. Pior do que isso: também não conseguiram formar um time competitivo.

Outros 19 jogadores ainda foram contratados pela gestão de Eurico para formarem o Expressinho, que participou de uma competição amistoso no Vietnã. Por três meses, estes atletas também fizeram parte da folha salarial do clube. Hoje, nenhum possui mais vínculo com o Cruzmaltino.

Seis meses depois de assumir o Vasco, aos poucos, Alexandre Campello começa a dar ao elenco a cara de sua administração.

Dos oito reforços contratados ainda na gestão de Eurico Miranda – fora os do Expressinho -, dois rescindiram os contratos nos últimos dias – Riascos e Erazo – e um vem treinando em separado – o lateral Fabrício, que sequer foi inscrito na Copa Sul-Americana e não deve permanecer em São Januário.

Wellington, que teve sua permanência assegurada antes das eleições, também se despediu do elenco. Assim como Paulão, contratado pelo clube em 2017 e que retornou ao Vasco em 2018 – um dia após a posse de Campello – por indicação de Zé Ricardo, que também não é mais o técnico da equipe.

O volante Bruno Paulista, contratado em 2017, teve seu contrato encerrado no fim de junho e também não faz mais parte do grupo cruzmaltino.

Com as recentes saídas, o clube economizou cerca de mais de um milhão de reais mensais apenas em salários, abrindo espaço para novos reforços. Agora sim, trazidos pela nova diretoria – que também já passou por reformulações.

Os primeiros a chegarem no clube sob a nova administração foram o zagueiro Werley, o goleiro Fernando Miguel, o meia Giovanni Augusto, os volantes Bruno Silva e Raul, e o atacante Lucas Perdomo, todos trazidos por Paulo Pelaipe e Newton Drummond, que assumiram o departamento de futebol do clube no início da gestão de Campello. Fred Lopes foi o vice-presidente de futebol nos primeiros meses.

As mudanças, porém, também ocorreram internamente.

A dupla Pelaipe-Drummond deixou o Vasco no início de junho junto com o técnico Zé Ricardo. Desde então, um Comitê Gestor auxilia no futebol de clube, que tem um novo diretor-executivo: Alexandre Faria.

A reformulação, porém, começou a ocorrer em maio, após a ruptura de Campello com o grupo Identidade Vasco, liderado por Roberto Monteiro, que foi eleito presidente do Conselho Deliberativo do clube com o apoio de Eurico Miranda. Com isso, Fred deixou a vice-presidência de futebol.

Esperava-se um Campello solitário e enfraquecido desde então, mas as últimas movimentações no clube mostram o contrário. Anistia para antigos sócios do clube, novas parcerias e patrocínios, repaginação de São Januário, ações com – e para – torcedores, rescisão de contratos com atletas que não vinham sendo aproveitados e, claro, reforços.

Ações que trouxeram de volta a confiança – ou parte dela – do seu torcedor, o maior reforço de qualquer clube.

Lenon, Oswaldo Henríquez e Maxi López foram os primeiros a chegar. Andrés Ríos renovou. Gilbert Álvarez esteve perto. O zagueiro Leandro Castán parece ser o próximo, e mais um atacante também ainda pode pintar na Colina.

Saídas e chegadas que começam a moldar um ‘novo Vasco’.

Após muita briga política e disputas internas, o Vasco enfim parece estar tendo um tempo para respirar. Mais do que isso: para se organizar e caminhar.

Que seja uma constante no clube – para esta e as próximas administrações -, e não apenas um momento.

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