Chocolate amargo para o torcedor vascaíno



Lucas marcou dois a favor e um contra (Foto: Paulo Sérgio/Vasco.com.br)

Lucas marcou dois a favor e um contra (Foto: Paulo Sérgio/Vasco.com.br)

Infelizmente, chegou o dia que tanto temi. O dia em que o otimismo que eu teimava em carregar e ‘viralizar’ se esgotou. Desde a vinda de mais apostas do que realmente reforços, até os tropeços contra Barra Mansa e Tigres eu busquei me manter com uma visão positiva em relação ao time. Não dá mais.

São jogos e mais jogos com seguidos e repetidos erros. Olhar para isso com naturalidade, vendo que nada vem sendo feito para mudar, é menosprezar a grandeza do Vasco. A verdade é que, os que vestem a camisa cruz-maltina hoje, em sua grande maioria, não possuem qualificações para isso. E a quantidade de erros infantis provam isso.

As falhas da equipe são tão óbvias e simplórias que chegam a dar vergonha. Os laterais simplesmente não demonstram o menor comprometimento na marcação, se posicionam como meias, fazendo com que os volantes abram para cobri-los, abrindo uma lacuna na cabeça da área. E aí, Jorge Luiz deitou e rolou, assim como o lateral Flavinho.

Uma coisa é Madson e Christianno fazerem ultrapassagens constantes, a outra é se fixaram à frente. Se os dois são incapazes de fazer as duas funções, como qualquer lateral normal, que coloquem outros ou mude o esquema.

E isso não é algo que aconteceu apenas contra o Friburguense, é recorrente. Por sorte, o Frizão foi o primeiro a tomar real proveito do erro no esquema de Doriva. A zaga, que em números vinha bem, enfim pagou pelas falhas que comete. Não os zagueiros, mas o setor em si.

Serginho, que teve boas atuações em suas primeiras partidas, desde o clássico com o Flamengo que não vem bem. O 5º gol do Friburguense é espelho do que vem apresentando em campo. Desatento e ‘duro’, não tem dado conta de cobrir a subida do camisa 2.

Se atrás o time pagou pelos pecados recorrentes, na frente a bola até que entrou, mas também o que se viu foi a repetição da falta de criatividade do time. Sorte nas rebatidas dentro da área, que viraram pênaltis e o gol de Lucas, e incompetência na bola trabalhada. Yago, que entrou ainda no primeiro tempo, se mostrou a melhor arma para furar as retrancas, mas vive de lampejos, precisa ser constante.

Jhon Cley e Bernardo tiveram dificuldades para jogarem de frente para o gol, quase sempre recebendo de costas e sendo desarmados. Com os dois anulados, mais uma vez o Vasco se limitou a buscar as jogadas aéreas. E assim será até que o clube consiga meia que chegue para assumir a posição, não para ser mais um. Não dá para deixar a camisa 10 com ‘qualquer um’. É onde fica o diferencial, sem ele, a previsibilidade reina na Colina.

No fim, o chocolate que a equipe precisava, amargou, com novas falhas individuais, erros na recomposição e o setor ofensivo se limitando a cruzamentos em cobranças de faltas, escanteios e até laterais. Algo que já vinha acontecendo, mas ficou mais latente com os cinco gols sofridos.

É, infelizmente, a dura realidade volta a bater em nossa porta. E o respeito, por onde anda? Pelo o que podemos ver, a serra ele ainda não subiu…

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