Celso Roth e a falta de respeito



Celso Roth trocou o Vasco pelo Inter (Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm)

Celso Roth trocou o Vasco pelo Inter em 2010 (Foto: Jefferson Bernardes/Vipcomm)

Respeito. Palavra chave da nova (?) diretoria do Vasco desde que reassumiu o clube no fim do ano passado. Na contramão disso, vem a última passagem de Celso Roth, posto hoje como possível substituto de Doriva, pelo clube.

Em 2010, foram apenas 25 dias do treinador em São Januário. Demissão? Não, abandono de barco. Após cinco jogos – três derrotas, um empate e uma vitória -, o técnico deixou a Colina e aceitou comandar o Internacional, semifinalista da Libertadores.

Aquele que chegara para comandar a nau vascaína que navegava por águas tortuosas, deixou o navio à deriva na primeira boa oportunidade que teve. Nem pensou duas vezes. E ser trocado é algo que ninguém gosta.

Como bem disse Roth na época, o contrato é uma via de duas mãos. O que explica, mas não justifica a atitude, entalada até hoje na garganta dos torcedores. Numa época em que se cobra tanto que os clubes mantenham os treinadores por mais tempo, em prol dos projetos, ver um profissional optar pelo inverso não caiu bem.

‘Honesta non sunt omnia quae licent’. Traduzindo: ‘Nem tudo que é legal, é moral’.

Celso foi campeão da América com o Colorado. O Vasco, comandado por PC Gusmão, se recuperou no Brasileiro e fechou o ano sem sustos, na 11ª posição.

No ano seguinte, o reencontro de Roth com a torcida cruz-maltina em São Januário, dessa vez defendendo o Grêmio. Goleada vascaína por 4 a 0 e muita hostilidade vinda das arquibancadas, que não perdoou o abandono.

Celso Roth sempre pregou, em seus discursos, respeito ao Vasco. O que não poderia ser diferente vindo de um profissional. Mas os torcedores vascaínos não confiam muito nestas palavras.

Se confirmada sua terceira passagem pelo clube, o treinador terá muito mais que os problemas em campo para consertar. Existe também um passado para apagar.



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