Características de Seymour costumam agradar a torcida do Vasco, mas…



Seymour despontou para o futebol com a camisa da La U (Foto: Cris Bouroncle/AFP)

Seymour despontou para o futebol com a camisa da La U (Foto: Cris Bouroncle/AFP)

Guiñazu, Serginho, Diguinho, Lucas, Jackson Caucaia e, nos últimos jogos, Anderson Salles. Falta de volante no elenco não era, mas Celso Roth queria um homem de contenção, um cabeça de área clássico, que joga sério,  e está prestes a conseguir. Felipe Seymour, provável reforço do Vasco, possui estas características. Mas…

No último ano, o chileno esteve em campo por menos de 90 minutos. Após sofrer uma séria lesão atuando pelo Spezia, da Itália, passou seis meses em recuperação, antes de assinar com o Cruzeiro. Em Minas, chegou junto com o atacante Riascos, mas disputou apenas dois jogos, todos entrando no segundo tempo.

Seymour é ‘volante-volante’, como bem definiria Luxemburgo. Cão de guarda, não desiste das jogadas e sabe usar o bom porte físico ao seu favor. É rápido, tem boa movimentação, mas chega pouco à frente, apesar de ter um bom chute de média distância. Se destacou na Universidad de Chile fazendo o feijão com arroz eficiente, desarmando e distribuindo o jogo. E é isso que Roth quer nessa função, um ladrão de bolas.

Grosso modo, defensivamente, é um Guiñazu mais jovem e destro. Incansável, ativo e explosivo. No popular, um ‘quebrador’. De jogadas, não – necessariamente – de pernas.

Mas esse é o Seymour dos tempos de La U, com um estilo de jogo que costuma agradar ao torcedor vascaíno, assim como o de Guina e, a alguns anos atrás, Luisinho Quintanilha. O que chega a São Januário, é uma incógnita. Aos 28 anos de idade, deveria estar vivendo o seu auge físico e técnico, mas o tempo inativo coloca em dúvida suas reais condições.

O cabeça de área dos tempos de Universidad se encaixaria como uma luva no Vasco. O de hoje, chegará – caso se confirme a vinda – para correr atrás do tempo perdido. Para o bem dos vascaínos, é bom que alcance.



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