A ausência de Wellington no Vasco



Wellington está fora da final do Carioca (Foto: Paulo Fernandes/Vasco)

Wellington está fora do segundo jogo da decisão do Campeonato Carioca. Titular absoluto de Zé Ricardo desde o ano passado, o volante recebeu o terceiro cartão amarelo e é desfalque para a partida final do Estadual.

A verdade, porém, é que a ausência do jogador já é sentida a mais tempo. O Wellington do fim de 2017 ainda não apareceu em 2018.

O jogador terminou o último Brasileirão como o 4º jogador mais participativo do Vasco entre os considerados titulares, trocando cerca de 31 passes certos por rodada. O cabeça de área teve uma média inferior apenas as dos zagueiros Anderson Martins (33,6/j) e Breno (35/j), e do lateral-esquerdo Ramon (38,5/j).

Um dos motores do meio-campo vascaíno na reta final do ano passado, era visto como peça importante do esquema de Zé Ricardo, tendo seu contrato renovado ao fim da temporada. O rendimento em 2018, entretanto, caiu.

Neste Carioca, enfrentando muitas vezes equipes inferiores – os chamados pequenos -, o Vasco subiu sua média de passes certos, que havia sido de 307 no Brasileiro, para 368. Um crescimento de aproximadamente 20%. Na contramão do time, Wellington diminuiu a sua participação em campo.

De 4º maior passador, o cabeça de área se tornou apenas o 9º, levando em consideração a escalação de Zé Ricardo no primeiro duelo com o Botafogo. Sua média de passes certos caiu de 31 para 28, mesmo com maior posse da equipe. Os errados, subiram de 3,2 para 3,3. Somente Riascos, entre os que iniciaram a final, tem tido uma participação inferior: nove toques corretos por jogo.

A questão é que com Desábato dominando a saída de bola do time – líder da equipe com média de 47,5 passes certos por jogo -, Wellington perdeu muito de sua efetividade na transição. Perdeu a função. Na defesa, pouco marca, e na frente, pouco cria.

Contra o Bota, foi quem mais errou passes pelo lado vascaíno, cinco, e menos verticalizou o jogo, dando 18 dos seus 30 passes para o lado ou para trás – oito deles para o argentino. Um deles para Paulão, em recuo que culminou na falha do zagueiro no primeiro gol do Glorioso.

Andrey aparece como o substituto natural de Wellington, tendo sido o único jogador originariamente da posição colocado no banco nos últimos jogos. E mesmo tendo feito apenas quatro partidas como titular no Carioca, é o líder de desarmes do time, com 15 em seis rodadas – duas iniciando no banco. Wellington, por sua vez, fez apenas nove em 10 atuações.

Além disso, Andrey teve média de 35,5 passes certos quando iniciou jogando. Uma participação 30% maior que do atual titular. Com um gol marcado, dois arremates certos, dois passes para gol e quatro assistências para finalização em 389 minutos em campo, o jovem tem conseguido contribuir mais ofensivamente do que o camisa 7.

Wellington, com o dobro de minutos em campo – 784 -, ainda não balançou as redes e nem chutou em gol. Deu dois passes para seus companheiros marcarem, porém, um deles numa tabela curta com Paulinho, e outro na cabeçada errada – de ombro – que resultou no tento de Ríos, contra o Botafogo. De resto, serviu seus companheiros apenas sete vezes.

Os números mostram que o teste de um novo nome na vaga de Wellington, mais combativo, participativo e criativo, já era uma necessidade do time de Zé Ricardo. Sua ausência forçada abriu o caminho para a troca. Resta saber se o substituto dará conta em uma decisão, e, se em caso de sucesso, o treinador decidirá por manter a mudança ou se optará, como de costume, por seguir com a base da equipe, apesar da queda de rendimento.

* Com dados do Footstats



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