As variações do Vasco de Jorginho



Jorginho tem feito um bom trabalho no Vasco (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Jorginho tem feito um bom trabalho no Vasco (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

De lanterna do Brasileiro, com os piores números em todos os critérios, a time de maior invencibilidade atualmente no campeonato, o Vasco mudou. E um nome em especial tem tido um papel importante nessa mudança de postura e resultados da equipe: Jorginho.

O time não melhorou de um dia para o outro, não foi um ‘choque de ordem’ como na chegada de Celso Roth ao clube, que resultou em duas vitórias imediatas e uma sequência muito ruim posteriormente. O Cruz-Maltino tem evoluído não apenas na pontuação, mas na postura em campo.

O Vasco encontrou com Jorginho algo que não viu nem de longe com Roth: padrão. Melhor ainda: variações dentro da própria formação. Não apenas mudanças através de substituições, mas dentro da própria escalação inicial adotada pelo treinador.

O esquema base da equipe é o 4-4-2, com o meio-campo formando um losango. Bruno Gallo se posiciona como primeiro volante, Andrezinho, na esquerda, e Julio dos Santos, na direita, fazem os lados, e Nenê atua mais centralizado, como um dez.

Esquema base do Vasco (Foto: Blog do Garone)

Esquema base do Vasco que vem sendo adotado por Jorginho

Mesmo com uma formação bem definida, é a movimentação e as mudanças táticas durante a partida que vêm chamando a atenção. Na saída de bola, por exemplo, Madson é quem se posiciona como meia e Julio dos Santos recua para fazer a função de volante pela direita, auxiliando na saída de bola e ‘empurrando’ Bruno Gallo um pouco mais para a esquerda.

O reposicionamento libera Andrezinho para centralizar um pouco mais, com Jorge Henrique abrindo na esquerda e Nenê se aproximando dos dois para tabelar. A direita fica a cargo da velocidade do camisa 2, que recebe o apoio do 10 e do paraguaio quando a bola precisa ser trabalhada.

Formação do Vasco muda na saída de bola, com Madson e Jorge Henrique abrindo nas pontas

Formação do Vasco muda na saída de bola, com Madson e Jorge Henrique abrindo nas pontas

Quando consegue a vantagem no placar ou sofre com a pressão adversária, principalmente quando atua fora de casa, o time também altera sua formação, se defendendo no 4-1-4-1, que muitas vezes foi adotado por Celso Roth. Mas é uma variação defensiva utilizada por Jorginho apenas em casos pontuais, já que a equipe tem aumentado a sua posse de bola na partida, explorando menos os contra-ataques e mais o jogo trabalhado.

Esquema defensivo utilizado por Jorginho em momentos de pressão

Esquema defensivo utilizado por Jorginho em momentos de pressão

Demorou, mas o Vasco evoluiu. Jorginho deu forma e criatividade, aumentando a movimentação, aproximando os jogadores e acabando com a previsibilidade do time em campo. Hoje, o Cruz-Maltino muda sem ter que substituir, tem opção dentro dos próprios titulares. Mérito do treinador.



  • ODILON SILVA = RJ

    Só lamentamos que esse time não estivesse desde que começou o campeonato, demoraram muito enxergar que o time que ganhou o CARIOCÃO não deverhia servir como parâmetro, o nível do brasileirão é outro, pede maior investimento, maior poder de fogo………………………..Sem duvidas nenhuma, o time agora é outro, bem melhor em todos os sentidos, tanto na marte técnica, como na parte tática…………………….Agora só resta torcer para que consigam recuperar o terreno perdido…………

  • ODILON SILVA = RJ

    Agora tocer como sempre, acreditar como nunca………………

  • Jorge Francavilla

    Parece que o Jorginho e o Zinho conseguiram achar a melhor formação entre os jogadores do elenco do Vasco. Notem que todos os jogadores do meio campo atual (Gallo, Andrezinho, Júlio dos Santos e Nenê) possuem experiência internacional e por isso adquiriram consciência tática diferenciada. O Vasco conseguiu formar um meio versátil, com jogadores que desempenham mais de uma função na linha de quatro ou que costumam inverter de posição, ora com os laterais, ora com Jorge Henrique. A cabeça de área anterior, com Serginho e Guinazu, travava a saída de bola do time por não conseguir fazer a transição do meio com o ataque, que funcionava a base de chutoes. Agora, temos jogadores com mais capacidade no passe e mais inteligentes. Bruno Gallo é fundamental como primeiro homem de meio campo, assim como Jorge Henrique, pela sua inteligencia tática. Sabe a hora de se aproximar do Leandrão, jogar com os meias ou fechar algum corredor. O Rafael Silva não tem a mesma inteligência. Estamos no caminho certo, com um time bastante promissor. Seria uma pena cair jogando este futebol interessante que começamos a jogar. Ano que vem, os meninos da base poderiam complementar muito bem este elenco do Jorginho, principalmente Cosendey, Lorran, Matheus Vital, Evander, Kayser e Mathueus Indio.

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