As mudanças no futebol do Vasco



Pelaipe é o novo diretor executivo de futebol do Vasco (foto: Caio Marcelo/Criciúma)

Em outubro de 2016, escrevi uma coluna aqui neste mesmo espaço falando sobre a estrutura administrativa do Vasco em relação ao futebol. Ao meu ver, a ligação direta entre campo e presidência tirava a força do departamento de futebol, que muitas vezes se via atropelado. Como o próprio Eurico Miranda, ex-presidente do clube, afirmava: quem contrata é ele e quem dispensa também. Logo abaixo do dirigente, vinha seu filho, Eurico Brandão, como vice da pasta.

Isaías Tinoco, como superintendente, e Anderson Barros, como gerente, apesar dos cargos, pouco apareciam. Tudo era muito centralizado e dependente das vontades dos que estavam acima. E isso era nítido inclusive nas entrevistas.

As chegadas de Paulo Pelaipe e Newton Drummond, anunciadas nesta quinta-feira, dão força ao departamento, que volta a ter um diretor executivo – Pelaipe – após três anos, desde a saída de Rodrigo Caetano, em novembro de 2014. Experientes e contando com a confiança da nova diretoria, devem ter a autonomia necessária para realizarem seus trabalhos sem interferência. Ou ao menos é o que se espera.

Inclusive, esta não é a primeira vez que os nomes de Drummond e Pelaipe aparecem no Vasco. Durante a administração de Roberto Dinamite, da qual Fred Lopes, atual vice de futebol, e Alexandre Campello, novo presidente, fizeram parte, os profissionais também foram sondados para ocupar os cargos que agora assumem.

Profissionalizar o departamento de futebol e deixá-lo independente – o que não quer dizer isolado – era uma necessidade no Vasco. Resta saber quando esta mudança começará a surtir efeito. A Libertadores começa em cinco dias e pode definir o ano.



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