As gratas surpresas de Cristóvão no Vasco



Guilherme Costa entrou no 2º tempo contra o Barcelona-EQU (Foto: Rafael Ribeiro/Florida Cup)

Guilherme Costa entrou no 2º tempo contra o Barcelona (Foto: Rafael Ribeiro/Florida Cup)

Ainda é um Vasco 2017 com cara de 2016. Talvez um cinto novo, um sapato melhor engraxado, uma gravata diferente, mas basicamente o mesmo. Muriqui e Escudero eram os únicos nomes novos na estreia da temporada contra o Barcelona de Guayaquil – vitória por 2 a 1 -, Evander e Guilherme Costa, porém, é que foram as surpresas. Boas.

Meia-atacante na base, a jovem promessa se tornou camisa 5 com Cristóvão Borges. Mas não como Marcelo Mattos. Mais um ‘8’, como foi o próprio treinador em seus tempos de jogador – inclusive chegando à Seleção Brasileira. Se falta dinâmica – uma das críticas em seus primeiros jogos como profissional -, sobra visão de jogo e qualidade no passe.

O chute de média distância, uma das características de Evander na base, ficará mais raro nessa posição. Entretanto, se distancia dos volantes adversários, consegue jogar de frente e com mais tempo para pensar o jogo, algo que não tem quando atua mais avançado.

Se os erros de posicionamento, como no lance do gol equatoriano, ainda precisam ser corrigidos – mais do que normal para o pouco tempo de treinamento na nova função -, vontade e qualidade para marcar o garoto demonstrou, mesmo conhecendo a posição apenas como ‘adversário’. Não à toa conseguiu cinco desarmes e oito antecipações e cortes.

Evander é inteligente, conhece a bola e o futebol. Tem capacidade para se adaptar, até onde o físico não atrapalhar. Mas é necessário tempo.

É melhor um talento se arriscando em campo do que confortavelmente sentado no banco. A vaga de Nenê – que seria a sua original – ele não toma. Então, é justo que se procure outra. Talvez Cristóvão tenha achado. Mas é cedo.

Mais velho que o jovem novo volante é Guilherme Costa. Quatro anos e três dias após estrear como profissional no amistoso de despedida de Pedrinho, contra o Ajax, da Holanda, o meia voltou a ter uma nova oportunidade no Vasco. Exatamente com o mesmo velho técnico que o alçou ao time profissional durante o Carioca de 2012, deixando-o no banco pela primeira vez na carreira em partida contra o Boavista.

Caindo pelos lados do campo – mais pela direita do que esquerda -, mostrou personalidade e qualidade nos 45 minutos em que esteve em campo. Finalizou, tabelou e brigou. Mesmo com o longo período inativo – não disputava uma partida desde o Estadual de 2016, quando defendeu o Boavista -, mostrou que pode sim fazer parte do elenco e não apenas para compor. Dá para ser efetivo.

Do que tem hoje no plantel, Guilherme é quem mais se aproxima, por características – inclusive físicas, de Nenê. Canhoto, de bom porte físico, que sabe pensar o jogo e bom na bola parada, é uma opção interessante para Cristóvão.

Mais do que uma partida na Florida Cup, o Vasco ganhou opções.

GUILHERME COSTA CONTRA O BARCELONA-EQU
– Dados Blog do Garone

45 minutos em campo
0 gols
0 passes para gol
2 assistências para finalização
1 finalização certa
9 passes certos
1 passe errado
0 cruzamentos
0 lançamentos
o dribles
2 perdas de posse de bola
1 falta sofrida
1 falta cometida
1 impedimento
0 desarmes
2 antecipações



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