As batalhas que valem a guerra



Rafael Silva marcou o gol da classificação do Vasco (Cléber Mendes/Lance!Press)

Rafael Silva marcou o gol da classificação do Vasco (Cléber Mendes/Lance!Press)

Todo mundo tem sua briga pessoal, sua batalha individual e suas conquistas próprias como meta.

Para os historiadores, ficam os vencedores da guerra. Para quem batalhou, ficam os momentos vividos durante esse período e não apenas o fim. A dor da derrota e a glória da vitória só são sentidas por quem esteve lá, no campo, mais ninguém.

Quando o assunto é futebol, ninguém fala em ‘campeonato histórico’, mas sim em partidas memoráveis. São aqueles 90 minutos de bola rolando que marcam os apaixonados, dão fé aos incrédulos e vida aos mortos. É este breve momento que reacende uma paixão e te traz de volta o sentido de torcedor.

Uns analisam o jogo, olham. Outros o sentem, vibram.

E só quem vive entre o amor e o ódio – o torcedor – é capaz de falar o que realmente lhe interessa. O jogo não é apenas um detalhe no campeonato, é o pulsar de um desejo, é a fagulha que mantém a chama da paixão em fogo alto. Não é apenas a vontade de ser campeão, mas a gana de vencer a batalha, por mais difícil que seja a guerra.

Poucos são aqueles que vestem um fardamento arrasado, adentram no campo de batalha em minoria e enfrentam o adversário de igual para igual, mesmo com fogo amigo. Raros são os dias onde se é possível notar as mãos dos deuses do futebol intervindo.

Quem ama futebol, ama o jogo. E o jogo é jogado, antes do tudo, naqueles 90 minutos de uma batalha que significam pouco como todo, mas muito como poucos. O coração bate mais forte nas horas das decisões e não na taça definida. É o meio que justifica o fim, não o contrário.

Daqui há 10 anos, terão esquecido do gol do Coritiba no Maracanã, da derrota para o Goiás, mas não do gol de Rafael Silva no clássico – mais uma vez. Isso porque são as batalhas mais bem disputadas que merecem um lugar de destaque.

Vasco e Flamengo fizeram mais um clássico para a história. Escreveram mais uma história para o clássico, e classificaram ainda mais o histórico do confronto. Vascaínos e flamenguistas não têm do que reclamar, foi uma batalha digna de ser registrada pelos olhos dos milhões que os amam.

Só um saiu sorrindo, mas os dois saíram marcados. Como batalhadores, principalmente.

Há batalhas que sobrepõem a guerra. Essa foi uma delas. Histórica!

Que jogo!



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