Análise tática: Vasco achou seu losango ideal



Andrezinho foi muito bem contra o Sport (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Andrezinho foi muito bem contra o Sport (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Andrezinho não pode mais ser reserva do Vasco. Se o que lhe faltava era ritmo e condição física, o meia tem demonstrado nos últimos jogos que já superou estes problemas. Foram três assistências nas últimas 4 partidas Ponte, Cruzeiro e Sport – e excelentes atuações no meio-campo vascaíno, o suficiente para garantirem sua vaga em uma das pontas do losango montado por Jorginho.

Ao contrário do que muitos esperavam – inclusive eu -, o apoiador conseguiu ir bem defensivamente – já havia feito essa função no Botafogo -, sem deixar o lado direito desguarnecido com as subidas de Madson. Mais do que isso, conseguiu dar a criatividade e o dinamismo que têm faltado com Julio dos Santos em campo.

A formação foi a mesma utilizada nas últimas partidas, com Gallo pela esquerda, Serginho mais recuado, Nenê adiantado e Andrezinho no lugar do paraguaio pela direita. E foi com a participação de duas destas peças que o Cruz-Maltino abriu o placar contra o Sport.

Análise Vasco x Sport
O camisa 7 iniciou a jogada pela ponta, lançando Madson na direita. O lateral cruzou para Leandrão, a zaga cortou parcialmente e Nenê, chegando de trás centralizado, fechou para pegar a sobra e empurrar para as redes fazendo 1 a 0.

Apesar da formação inicial, os quatro jogadores de meio se movimentaram bastante. Serginho chegou a aparecer no ataque como elemento surpresa, assim como Bruno Gallo muitas vezes centralizou para criar e ajudar na saída de bola, aproveitando que Rafael Silva também cobria o lado esquerdo, acompanhando o lateral. Mais livre para se deslocar, Nenê flutuava livremente no ataque, aparecendo dos dois lados como opção.

Análise Vasco x Sport variação meio

A formação é a mesma dos últimos jogos, mas com uma mudança de peça que ampliou o leque de variações táticas do time em campo. Andrezinho é mais completo e decisivo que Julio e parece estar bem fisicamente. Mesmo que ainda não esteja 100%, sua entrada trouxe uma maior produtividade para a equipe.

Ao contrário do que muitas vezes é feito no Brasil, o treinador vascaíno vem utilizando dois meias de formação – Gallo e Andrezinho – na função de volante, ao invés de dois cabeças de área que ‘sabem sair para o jogo’. São apoiadores que sabem marcar, preencher espaços, e não dois volantes com um pouco mais de qualidade em relação aos outros de sua posição.

Esse, ao meu ver, é o caminho mais inteligente a ser seguido. Mais qualidade, menos ‘brutalidade’.

Acho que Jorginho achou sua última ‘ponta’ do losango.



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