Análise tática: Vasco 0x0 Joinville



Herrera participou pouco do jogo (Foto: Cléber Mendes/LANCE!Press)

Herrera participou pouco do jogo (Foto: Cléber Mendes/LANCE!Press)

Mais uma vez o Vasco decepcionou sua torcida, que lotou o Maracanã no Dia dos Pais. Contra o Joinville, a equipe de Celso Roth mostrou as mesmas falhas defensivas, dando espaços nas costas dos laterais e dificuldade na bola parada. No ataque, mais uma vez foi previsível na criação e ineficiente na conclusão. Erros recorrente do time, e que não conseguiram ser corrigidos nos 10 dias livres para treinamento.

Num dos lances mais marcantes do jogo, Rodrigo e Jomar quase marcaram contra, em duas cabeçadas contra o próprio patrimônio. Porém, apesar dos erros individuais, a jogada só aconteceu por conta de uma falha coletiva. Todo o time vascaíno abandonou a jogada, abrindo mão de seus marcador e apenas os dois zagueiros ficaram na área para impedir o gol, contra cinco jogadores do Joinville.

Cinco jogadores do Joinville entram na área contra apenas dois zagueiros do Vasco. Enquanto isso, quatro vascaínos deixam a área e não acompanham a jogada

Cinco jogadores do Joinville entram na área contra apenas dois zagueiros do Vasco. Enquanto isso, quatro vascaínos deixam a área e não acompanham a jogada.

As únicas jogadas de perigo criadas pelo Vasco em que a equipe conseguiu chegar num lance trabalhado, e não num cruzamento da intermediária ou bola parada, foi pela direita, com Madson e Julio dos Santos alternando de posição. Tanto no primeiro quanto no segundo tempo a jogada saiu, mas não foi uma constante, tão pouco soube ser bem aproveitada pelos atacantes.

Bola longa de Julio dos Santos foi uma das armas mais eficientes, mas o paraguaio não conseguiu manter a regularidade durante a partida. Repare também como as linhas vascaínas trabalham espaçadas, em dois blocos bem separados. Enquanto o time ataca pela direita, o meio e a esquerda se abrem, cedendo espaço para o contra-ataque

Bola longa de Julio dos Santos foi uma das armas mais eficientes, mas o paraguaio não conseguiu manter a regularidade durante a partida. Repare também como as linhas vascaínas trabalham espaçadas, em dois blocos bem separados. Enquanto o time ataca pela direita, o meio e a esquerda se abrem, cedendo espaço para o contra-ataque

Apesar do longo período de treinamento, algo raro em meio a competição, Roth não conseguiu compactar o time. Com dois blocos distintos – ataque e defesa -, a ligação continuou sendo o calcanhar de aquiles do Cruz-Maltino. O Joinville apertou a saída de bola, obrigando os vascaínos a trocarem passes em seu campo de defesa, impedindo que saísse em velocidade.

Saída de bola do Vasco com cinco jogadores contra quatro do Joinville. Uma vantagem mínima, que poderia ter complicado o setor defensivo.

Saída de bola do Vasco com cinco jogadores contra quatro do Joinville. Uma vantagem mínima, que poderia ter complicado o setor defensivo.

No ataque, o espaçamento entre os dois setores facilitou a marcação adversária. Com seus três homens de frente – Jhon Cley, Dagoberto e Herrera – atuando praticamente os 90 minutos de costas para o gol adversário, o Joinville não teve dificuldades para frear o ímpeto cruz-maltino. As poucas oportunidades criadas, nasceram quando o Vasco conseguiu sair rapidamente de seu campo de defesa, porém, todos em bolas longas, nunca trabalhadas de pé em pé no ataque.

Vasco deixa um espaço enorme entre as linhas, o que facilita a marcação e o contra-ataque adversário.

Vasco deixa um espaço enorme entre as linhas, o que facilita a marcação e o contra-ataque adversário. Meias e atacantes se lançam, enquanto que a responsabilidade pela criação ficam nos pés dos laterais e dos volantes

Individualmente há falhas no time, porém, é a falta de coletividade que expõe a equipe e dificulta ainda mais a recuperação no Brasileiro. Num futebol onde a responsabilidade de defender e de atacar cada vez mais é de todos os jogadores, o Vasco de Celso Roth caminha no sentido inverso, atacante e defendendo em blocos distintos, quase sempre em minoria. Dessa maneira, os resultados dificilmente serão diferentes dos que têm obtido.



  • Percy Santos

    Mas o que o BuRroth entende de tática? Foram 10 dias jogados fora… como diria o Silvio Luiz…. “pode beijar a viúva” pq já era!
    Parabéns Zé do Taxi… ponto

  • Marlon MGM

    Eurico pelo amor de Deus Manda o Merda do Burroth embora Com ele nao daaa!!Vem Guto Ferreiraaaa

  • Witor Ruy

    André, muda pelo menos o título. Tudo bem fazer igual, mas muda o titulo,cara. Você já está em um veículo muito grande, não há necessidade disso.

  • André Henriques

    Pergunta simples: Se o camarada em 10 dias não consegue organizar aquele bando para vencer o Joinvile no Maracanã… ele vai ganhar de quem? Deus salve o Vasco!

  • Jorge Tricolor

    Acho que o vasco vai se da bem com essa tática na SEGUNDONA… kkkkkkkkkkkk

    • Percy Santos

      só se for na segundona lá da tua casa, Jorge Tricolor fregues monte de bosta

  • manuel messias de jesus filho

    O CIDADÂO EM 2010 SAIU DO VASCÂO PARA O INTER,AI PRESIDENTE QUE DIZ QUE O RESPEITO VOLTOU CONTRATA OUTRA VEZ,UM TREINADOR QUE ESTAVA A MAIS DE UM ANO SEM TRABALHO ENTÂO O QUE ESTÁ ACONTECENDO PREVISIVEL SO ELE AINDA NÃO SABE DISSO.!!!PARA SEMPRE VASÇÃO.

  • ODILON SILVA = RJ

    Sempre falta algo, vamos ser objetivo, falta talentoooooooooooooooooo

  • thicardozo

    A primeira imagem, que mostra 4 vascaínos assistindo o jogo de camarote VIP, é um absurdo!! Inadmissível. Acho que isso não acontece nem em pelada da várzea.

    • Percy Santos

      verdade thicardozo… os caras assistem o jogo dentro de campo… e ganham pra isso… patético mesmo

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