A vida é um doce



Nenê comemora o gol da vitória (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Nenê comemora o gol da vitória (Foto: Paulo Sérgio/LANCE!Press)

Era dia de ir às ruas procurar algumas prendas para adoçar a boca. Era o momento do vascaíno sentir aquele último açúcar no lábio, aquela alegria que tem mais gosto do que explicação.

Vencer o Flamengo não é – maria – mole, mas o empenho do time arrancou ‘suspiros’. O ‘pé de moleque’ de Rodrigo botou de volta o Vasco no jogo após Emerson Sheik abrir o placar e ensaiar uma ‘bananada’ no Maraca.

Com um Vasco mais mexido do que ‘doce de abóbora’, Jorginho  errou na mão mas acertou no ponto.  O time ‘paçocou’  no 1º tempo, saiu para buscar o que queria de forma errada e acabou perdendo a mão, mas achou o ponto quando teve tranquilidade para cozinhar.

O time perdeu tempo, mas não deixou queimar a língua – de sogra. Os dois gols de bola parada mais pareciam uma bala adocicada. Teve um destino mais certo do que cozinhar em fogo baixo.

As vascaínas comemoraram batendo no ‘peito de moça’. Os cruz-maltinos, ‘gamadinhos’, grudaram como chiclete no escudo do clube. Beijos tão doces na Cruz de Malta quanto são salgadas as lágrimas que acompanham o sentimento.

O torcedor que ainda desacreditava voltou a suspirar. Aquele que ainda fazia um ‘doce’, passou a olhar com olhos menos azedos.

O vascaíno não foi às ruas nesse domingo pedir doces, foi conquistar. E conseguiu.

Rodrigo foi Cosme, e Nenê, Damião. Apesar das diferenças, ambos adoçaram a boca da torcida cruz-maltina. Não são iguais, mas um foi tão importante quanto o outro.

De gêmeos, apenas a igual importância. De doce, o domingo.

Não há Cocada que não arranque suspiros de um Nenê. Criançada se lambuza…



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