A vantagem do Vasco



Andrezinho é um das armas do Vasco (Foto: Carlos Gregorio Junior/Vasco)

Andrezinho é um das armas do Vasco (Foto: Carlos Gregorio Junior/Vasco)

Todos os ingressos vendidos em menos de um dia. Torcedores formando filas nas bilheterias na noite anterior ao início das vendas. A confiança da torcida vascaína no bicampeonato estadual é grande e justificável, afinal, o time está invicto, tem a vantagem do empate, um retrospecto positivo e já deixou para trás a novela da possível saída de Jorginho. Mas será necessário ter cautela. Uma coisa é o otimismo dos torcedores, justo e merecido, outra coisa é deixar que o clima de ‘oba-oba’ afete o elenco.

O Botafogo tem sido o adversário do Rio mais difícil a ser batido pelo Cruz-Maltino. Mesmo tendo vencido a primeira partida, a equipe teve dificuldades para parar o veloz ataque botafoguense, que desperdiçou boas chances. Não foram poucas as oportunidades em que Ribamar e Salgueiro tiveram espaço e ficaram mano a mano com os zagueiros e até com Martin Silva.

Por ter a melhor campanha e ser o atual campeão, o Vasco entrou em campo com muita vontade de vencer, mas pouca organização. O time assumiu o papel de ‘favorito’. Com os dois laterais avançando simultaneamente em muitos casos (ver imagens abaixo), Rodrigo e Luan ficaram expostos à contra-ataques perigosos, que só não foram convertidos em gols graças as defesas do uruguaio e a má pontaria alvinegra.

Madson e Júlio César sobem, com Julio dos e Jorge Henrique voltando para ajudar na saída de bola. O Botafogo aperta, ganha e inicia a jogada aproveitando o espaço deixado pelo camisa 6. Do outro lado, Madson também já se preparava para cruzar a linha central

Madson e Júlio César sobem, com Julio dos Santos e Jorge Henrique voltando para ajudar na saída de bola. O Botafogo aperta, ganha e inicia a jogada aproveitando o espaço deixado pelo camisa 6. Do outro lado, Madson também já se preparava para cruzar a linha central. Na sequência, Martin Silva é obrigado a sair do gol, cobrir Rodrigo e cortar a jogada quase na entrada da área

 

Contra-ataque do Botafogo com amplo espaço pelas laterais da defesa vascaína

Contra-ataque do Botafogo com amplo espaço pelas laterais da defesa vascaína

Com a vantagem do empate, Jorginho poderá adotar uma proposta mais cautelosa, como vinha fazendo. Ao contrário do que propôs na primeira partida da decisão, quando tentou saídas rápidas pelas laterais – o que não deu certo -, o Vasco terá a possibilidade de voltar a cadenciar o jogo, com maior posse de bola e menos passes forçados.

No esquema tático, na prancheta, nada muda, mas na formação com a bola nos pés sim. Júlio César e Madson deverão participar mais da saída de bola, formando a primeira linha de quatro ao invés da segunda. Consequentemente, estarão mais próximos da defesa em caso de erro, o que deverá evitar longas corridas atrás do rápido ataque do Botafogo. Com menos campo para progressão, maior será a dificuldade para o Glorioso usar a velocidade.

Expor-se pouco vinha sendo uma das características do Vasco, que passou a correr mais riscos nas partidas finais em razão da ‘obrigatoriedade’ de vencer. Agora, com a responsabilidade em cima do adversário, Jorginho terá o duelo ao seu feitio, com brechas para contra-atacar e sem a necessidade de buscar o jogo o tempo todo. É a chance de jogar no erro do Bota, como fez a equipe de Ricardo Gomes no primeiro duelo, mas que pecou na finalização.

O Vasco de Jorginho não gosta da obrigação de atacar, o faz quando tem oportunidade. E, até então, com eficácia. Sem desorganizar.

Mais do que poder empatar, voltar a atuar da maneira que vinha dando certo será a principal vantagem do Vasco na decisão. Cautela e eficiência são as tônicas do trabalho de Jorginho em São Januário até o momento. Precisará ainda mais na final.



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