A ‘melhor’ derrota do Vasco no ano



Júlio César fez sua estreia como titular (Foto: Cléber Mendes/LANCE!Press)

Júlio César fez sua estreia como titular (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Seis jogos, três empates e três derrotas. Nenhuma vitória. A zona de rebaixamento, a falta de gols, de reforços, de uma referência… Tudo isso preocupa, irrita e desmotiva o torcedor vascaíno, que já tanto sofreu nos últimos anos. E com razão.

Mas, contra o Atlético-PR, líder do campeonato, desfalcado, fora de casa, talvez o Vasco tenha feito uma de suas melhores apresentações no Brasileiro. Não pelo resultado, mas pelo futebol mostrado. Aos 45 minutos do segundo tempo, o time ainda brigava para empatar e assustava. Algo que não ocorreu contra Galo e Ponte, por exemplo.

Poderia ter feito 1 a 1 mas acabou sofrendo o 2 a 0. Se tivesse empatado, certamente o sentimento neste domingo seria outro, mesmo jogando a mesma bola. Teríamos uma grande maioria falando em evolução da equipe, mas não temos. Vivemos por resultados, não desempenho.

‘De que adianta melhorar e perder do mesmo jeito?’, você pergunta. De imediato, nada. Mas a partida com o Furacão deu mais opções a Doriva do que ele realmente vinha utilizando. Abriu novos horizontes para o técnico, que se via preso num pragmatismo imperdoável no mundo do futebol.

Charles fez boas defesas. Lucas, apesar do pênalti infantil, foi bem na marcação e na transição. Caucaia se mostrou mais seguro que Diguinho. Júlio César foi mais efetivo que Christianno. Biancucchi não foi o 10 tão esperado mas ainda assim foi melhor que Marcinho e companhia. Riascos produziu mais em 15 minutos do que nos 45 de sua estreia… Jogadores que pouco vinham atuando entraram e foram melhores que os ‘titulares’.

O Vasco fez um bom primeiro tempo, com Rafael Silva usando a velocidade e Emanuel fazendo boas triangulações com Julio dos Santos. Os laterais acharam espaço e o time conseguiu assustar, não apenas se defender, mesmo desfalcado e jogando contra o líder fora de casa.

Até o pênalti bobo de Lucas, era uma partida igual. O gol saiu mais uma vez no tal detalhe que tanto fala Doriva. Mesmo quando está bem, o time ‘gosta’ de fazer algo para se prejudicar. Dessa vez, através do volante, que vinha sendo um dos melhores em campo.

Mesmo atrás, os vascaínos não se desesperaram, como contra a Ponte, e souberam atacar sem desorganizar. Isso até os acréscimos, quando tentou o abafa e sofreu o golpe final. Poderia ter saído de um lado, mas acabou vindo de outro. Futebol.

Pela primeira vez, o treinador optou por volantes que saem mais para o jogo. E deu certo. O Vasco ficou mais objetivo, com passes mais verticais e conseguindo colocar mais pessoas no campo de ataque. O time teve volume no meio-campo, algo que não vinha tendo. Com um acerto aqui, outro ali e a volta de algumas peças, Doriva começa a se aproximar do time ideal.

Mas o Vasco precisa de resultados – pra ontem – para acalmar o seu torcedor. Foi a ‘melhor’ derrota até agora, mas é preciso vencer. Ainda que jogue mal.



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