A evolução de Pikachu



Pikachu marcou pelo segundo jogo seguido (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

Pikachu marcou pelo segundo jogo seguido (Foto: Carlos Gregorio Jr/Vasco)

Parecendo um menino entre homens, ele chegou. Sozinho, tímido, como peça única num tabuleiro que já estava encaixado, ficou de lado esperando sua vez. Com sua camisa dois palmos maior que o corpo e um sonho três dedos além do impossível, se frustrou nas primeiras tentativas no Rio.

Quem nasceu cercado por grandes rios, porém, entende cedo que a travessia não é fácil. Isso, Pikachu aprendeu de pequeno, quando jogava futsal na Tuna Luso, localizada na avenida que tem nome de almirante, Cruz de Malta no peito e cores tão portuguesas quanto a própria bandeira do país.

Jorginho, porém, o distanciou de Andrezinho, cavalheiro quase solitário em noite de batalha dura. Um para cada lado, responsáveis por armar o que a lesão de Nenê desarrumou. Evander, no centro, até então, desamparava.

Coube a André, real 10 entre os 11, mudar o ritmo de um jogo que se arrastava para um 0 a 0 pouco atraente. O tapa de chapa, por entre zagueiros e companheiros, foi apenas o ponto de exclamação de um lance que começou com o próprio assumindo a responsabilidade que costuma ser de Nenê.

Antes de Júlio César chegar ao fundo, era o camisa 7 quem prendia e girava em cima da marcação, ‘pincelando’ como o meia ausente. Retocando o que faltava no time, até então pouco envolvente. Pikachu, como um garoto curioso, apenas observou a bola entrar bem à sua frente, entre a trave esquerda e um goleiro impotente.

Quando a bola, poucos minutos depois, veio da mesma esquerda, num cruzamento inicialmente errado como o primeiro, quem chegou foi Pikachu, não Andrezinho. Quem cruzou, foi Evander. O passe foi novamente para trás, mas a corrida pra frente. Tão vertical que o toque virou quase um recuo, mas sem recusa de Yago.

Um toque a mais e a defesa chegaria. Um chute fugaz, porém, e um grito de alegria. Em outro momento, ela teria ido na arquibancada. Mais confiante, agora, entra até prensada.

O Santa diminuiu. O pequeno Jorge Henrique cresceu,  a vantagem. E encerrou qualquer reação. Apesar de Arthur passar novamente a diferença para o número padrão.

Classifica um Vasco que deu sinais que ainda há para onde expandir. Principalmente se Pikachu continuar a evoluir.



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