A comemoração



Jogadores celebram o gol de Thalles (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Jogadores celebram o gol de Thalles (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Poucas coisas dizem tanto sobre um time quanto a comemoração de um gol.

A explosão da torcida e o estufar das redes dão início ao minuto mais esperado de todo jogador. Sai o sangue nos olhos e entra o brilho. O momento traz consigo o improviso de um drible, não tem ensaio.

É instintivo.

Quando Thalles marcou contra o Paraná, algo no Vasco ressurgiu. Ou reapareceu: o espírito coletivo.

Há tempos as raras celebrações de gols eram solitárias, vazias. Sem a emoção e cumplicidade que o momento pede e o histórico clama. Sem chama. Assim seguia o Cruz-Maltino até no momento de alegria.

Dessa vez, porém, foi diferente.

A camisa do centroavante saiu mais rápido que o grito de gol. Os reservas, de pé antes mesmo do levantamento preciso de Júlio César, voaram como torcedores em uma arquibancada. Correram sem direção em busca do abraço que há tempos não recebiam. E o encontraram.

Entre saltos e aplausos, uma união que não era vista há meses por São Januário.

Algo simbólico, mas que faz a diferença num esporte que é ‘90%’ coletivo.

Uma celebração mais representativa, pelo momento, até que as boas atuações de Andrezinho e Douglas Luiz, os nove desarmes de William, as grandes defesas de Martin Silva e as 17 finalizações do time na partida.

Aquele frame da partida que pode inflamar o Vasco nesta reta final.



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