15 minutos de Vasco



Julio dos Santos foi titular, mas acabou substituído no 2º tempo (Foto: Paulo Sérgio/Lancepress)

Julio dos Santos foi titular, mas acabou substituído no 2º tempo (Foto: Paulo Sérgio/Lancepress)

Julio dos Santos recebe no meio-campo e faz linda inversão de jogo encontrando Pikachu na direita. O lateral/meia/ponta/volante toca mais à frente e corta em diagonal. Eder Luis, já no bico da área, deixa de calcanhar para o camisa 2 bater de primeira, para a defesa difícil do goleiro Saulo, do Vila Nova.

Essa, em meses, talvez tenha sido a única – ou principal – jogada coletiva do Vasco. E foi também o único momento de bom futebol apresentado pelo time, como um todo, nesta terça-feira. Individualmente, mais uma vez, foi com Douglas Luiz.

Esse lance ocorreu dois minutos após o jovem volante marcar um golaço em São Januário. Porém, o placar já marcava 2 a 1 para os visitantes. Gol, jogada coletiva em velocidade, deslocamento, triangulação, pressão… Durou cerca de 15 minutos esse bom momento vascaíno e logo foi por água abaixo.

Jorginho tirou o paraguaio e colocou Henrique em campo, botando novamente os jogadores em posições fixas e acabando com o rodízio recém implantado com as entradas de Madson – que empurrou Pikachu para a meia – e Eder Luis.

Jorginho acertou ao mudar no intervalo, tirando Diguinho e Evander, acabando com a previsibilidade do time. Mas errou em todo o resto. Julio, Douglas e Yago passaram a revezar na saída de bola, trocando posições. Dos Santos chegou a se posicionar como centroavante com Thalles na área, empurrando a defesa do Vila Nova para trás, que passou a ficar acoado.

Parecia que ia. A virada, pouco provável no intervalo regado a vaias, se desenhava após o belíssimo chute de fora da área de Douglas Luiz e da melhora da equipe. Mas Jorginho voltou a fazer o óbvio. Terminou a partida com quatro laterais em campo – Pikachu, Madson, Julio César e Henrique – e praticamente ninguém no meio. Exatamente por onde saiu o gol único.

Jorginho mexeu no melhor momento do time. E trouxe de volta o pior: a previsibilidade.

O meio, que finalmente conseguia organizar a saída de bola sem sobrecarregar um jogador, o que facilitava a pressão adversário, e chegar com perigo ao ataque, voltou a ser um grande buraco dividindo não apenas ataque e defesa, mas também o lado direito do esquerdo. Por isso o excesso de erros em lançamentos e inversões de jogo.

Por 15 minutos o Vasco pareceu ter se achado. Nos outros 75, com mais do mesmo, voltou a se perder.

E perdeu.



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