O ‘Massacre de Manchester’



Time do Vasco no Mundial de 2000 (Foto: Reprodução)

Time do Vasco no Mundial de 2000 (Foto: Reprodução)

Eles chegaram com a tradicional elegância e a cordialidade inglesa. Eram temidos de onde vinham e impunham respeito. Mas não faziam ideia do que os esperavam.

Naquele dia 8 de janeiro de 2000, vestiram suas melhores roupas, se encheram de orgulho e dignidade e foram para a batalha. Paramentados com o mesmo uniforme, eram milhares.

A cavalaria estava preparada para enfrentar aqueles visitantes ‘indesejados’ e não tremeu. Para defender o território, usaram o que tinham de melhor. Armaram uma barreira quase intransponível e contaram com sua linha ofensiva para derrubar as bases inimigas.

Na primeira falha do flanco direito defensivo, onde o Sub-capitão Gary Neville marcava posição, o ‘pequeno General’ Romário recebeu  do ‘feroz Capitão’ Edmundo e deu início ao massacre.

O abraço dos dois após o golpe inicial virou o símbolo daquela vitória.

Assutados pela competente e brava companhia do Vasco, três minutos depois, novamente Neville errou ao tentar proteger a retaguarda e novamente o Baixinho aproveitou o descuido: 2 a 0 e nem estávamos na metade da batalha.

O golpe de misericórdia viria antes do intervalo. Feridos e combalidos, os ingleses nada puderam fazer para impedir a genialidade de Edmundo.

De costas, o Animal derrubou o bloqueio, avançou e selou o atropelamento da cavalaria dos Templários Vascaínos sobre os ‘Garotos de Manchester’ com um golaço espetacular!

O Vasco sabia o que iria enfrentar. Pelo visto, o United não. E guerra avisada não mata soldado. O Vasco sabia.

No fim, perdeu a guerra, mas venceu uma batalha importante, histórica, que mostrou ao mundo mais uma vez sua grandeza.

Hoje não há um Diabo Vermelho sequer que não trema quando vê uma Cruz de Malta.



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