Tri do Benfica simboliza uma gestão vitoriosa e indica a volta do predomínio



O Benfica garantiu mais um título do Campeonato Português neste fim de semana. Foi o seu 35º, sendo o terceiro consecutivo. Algo que o Encarnado não conseguia desde 1975/76/77. Essa conquista deste ano não apenas leva mais um troféu para o Estádio da Luz. É o símbolo da retomada do domínio no país, que estava nas mãos do Porto desde a década de 1980.

Os méritos devem ser dados à diretoria liderada pelo presidente Luis Filipe Vieira. Ele pegou uma herança muito complicada. A gestão de João António Vale e Azevedo trouxe problemas demais. Muitos foram à justiça e o dirigente chegou a parar na cadeia. Entre Manuel Vilarinho, que começou a arrumar a casa. Ficou entre 2000 e 2003, e se não acrescentou nenhum troféu de futebol à vistoriosa galeria do clube, deixou para o seu sucessor o Estádio da Luz novinho, recém-construído.

– Vencer um campeonato é prova de excelência de um coletivo. Mas vencer três consecutivos é prova de algo maior, de uma liderança e organização que atingiu níveis de excelência – disse Fernando Medina, prefeito de Lisboa, durante a cerimônia em que recebeu o time campeão na câmara.

E é bem por aí. A única gestão ruim do Benfica não tinha só a de Vale e Azevedo. Desde os anos 1980 que o Encarnado caiu e viu o Porto colecionar títulos. Venceu duas Ligas dos Campeões, vários títulos nacionais, e fora das fronteiras lusas, ficou até mais conhecido que os rivais. LFV Começou bem. Com Giovanni Trappatoni, ganhou o Português com o time que tinha Simão Sabrosa, Nuno Gomes, Geovanni, Petit e já contava com Luisão.

Mas ainda não era a afirmação mesmo. Viu o Porto ainda levar um tetra e um tri para conseguir se manter. Entre essas duas sequências do Dragão, formou um belo time com Luisão, Fábio Coentrão, David Luiz, Javi García, Ramires, Di María, Aimar, Ortega… Mas fora o Girafa, todos acabaram saindo em pouco tempo. Mas sempre por valores bem altos.

Porém, com grana na conta bancária, o Benfica foi começando uma nova trajetória. Financeiramente, conseguiu grandes contratos. Inclusive no período em que transmitia suas partida na Benfica TV. A NOS vai pagar 400 milhões de euros (R$ 1,58 bilhão) durante 10 anos para passar os jogos do time na Primeira Liga. Da Emirates Airlines, são mais 8 milhões de euros (R$ 31,7 milhões) por ano. Valor que ainda pode subir, dependendo de objetivos alcançados.

Isso só para citar algumas transformações. Talvez a mais decisiva seja a aposta pela base. O time atual conta com diversos jovens valores, como Renato Sanches (já vendido ao Bayern de Munique), Gonçalo Guedes, Nélson Semedo, André Almeida… Além de outros garotos que chegaram jovens, já estão mostrando qualidade demais, e logo serão vendidos por valores bem altos. Como Lindelöf, Ederson e até mesmo Anderson Talisca.

Mas isso já vem acontecendo há alguns anos. O trabalho feito para um longo prazo está dando frutos. Uma forma que permite o Benfica investir na base e colher bons frutos, e ainda trazer outros, como Jonas, Mitroglou, e segurar alguns jogadores muito importantes, como Gaitán, Salvio, Pizzi. Com uma torcida gigante – pelo menos metade da população portuguesa – e um trabalho sendo bem feito, o futuro do Encarnado é promissor.



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