Porto e a ‘arte’ de dar chapéu nos seus grandes rivais na busca por contratações



Para quem acompanha o futebol português, é bem difícil imaginar jogadores como James Rodríguez, Falcao García, Danilo, Alex Sandro, Lisandro López, Jardel e alguns outros com a camisa do Benfica. Porém, tudo isso teve grande chance de acontecer. Mas o Porto foi lá e atravessou todas essas negociações. E voltou a fazer isso esta semana, mas com o Sporting. Os Leões já tinham tudo certo com o goleiro José Sá e o atacante Marega, ambos do Marítimo, e o Dragão deu o chapéu na calada da madrugada.

Especialista no assunto de desviar os reforços dos rivais, o presidente Pinto da Costa, que já cansou de fazer negócios perspicazes deste tipo, explicou o que fez desta vez. O fato de o Porto ter enfrentado o Marítimo em casa na véspera da negociação foi decisivo.

– Não há negócios difíceis nem fáceis, há negócios que se fazem no momento próprio e quando se lida com pessoas corretas e de boa fé tudo fica mais fácil. Falei com o Carlos Pereira (presidente do Marítimo) durante o jogo (vitória do Porto por 1 a 0), marcamos um encontro para o fim, fomos jantar e nessa mesma noite ficou concretizado – explicou o dirigente em entrevista ao Porto Canal:

– Eram seis da manhã quando o assunto ficou encerrado. Sá disse logo que queria vir, só pediu que o seu agente estivesse presente no momento de concretizar as condições, dado que ele já tinha um acordo feito com o empresário com condições para ir para outro clube. Queria mantê-las, mas caso as mantivesse era no Porto que queria ficar. Felizmente o empresário fez a vontade do jogador. Fiquei muito feliz pela preferência. E isso reforça a reaproximação com o Marítimo.

Do outro lado, Carlos Pereira tentou tirar o dele da reta, e lembrou que o Sporting acabou demorando demais para finalizar o acordo.

– Posso confidenciar, e não tenho nenhum problema em fazê-lo, que o negócio com o Sporting podia estar feito há algum tempo. Mas não foi feito pelo seu atraso. Tive o cuidado de mandar uma mensagem à pessoa que quase selou o negócio, a dizer que, se não foi feito, a culpa não foi do Marítimo. O mercado é constante e permanente e, como costumamos dizer, o futebol é o momento. E quando não se aproveita o momento perde-se a oportunidade. O tempo não para.

Reaproximação essa citada por Pinto da Costa que já tinha começado no início da temporada. Afinal, o Porto deu outro chapéu no Sporting em julho, ao acertar com o volante Danilo Pereira, também ex-Marítimo. E no passado, quem sofria com as estratégias de Pinto da Costa era o Benfica.

Lá atrás, foi o Encarnado que sondou primeiro Jardel, por exemplo. Porém, o Benfica vivia profunda crise financeira e não conseguiu barrar a oferta do Porto, que era maior. O atacante virou ídolo nas Antas. Lisandro López, o atacante que esteve recentemente no Internacional, teve situação semelhante, e o argentino também marcou muitos gols de azul e branco.

Os laterais Danilo e Alex Sandro, atualmente em Real Madrid e Juventus, respectivamente, também estão nessa lista. O canhoto tinha uma oferta do Benfica que tinha agradado a todos, e o próprio pai do jogador confirmou a informação na altura. Mas o Porto colocou 1 milhão de euros (R$ 4,4 milhões) a mais na mesa, e levou. O destro acabou indo na leva, e também era alvo do Encarnado.

Outros dois jogadores que interessaram ao Benfica e acabaram fazendo muito sucesso no Dragão são Falcao García e James Rodríguez. Conta a história ainda que outros como Alvaro Pereira, Cissoko, Mangala e Reyes fizeram o mesmo.

Fato é que Jorge Jesus, ex-Benfica e agora técnico do Sporting, que já sofreu muito com o Porto durante os últimos anos, apesar de ser amigo pessoal de Pinto da Costa, já está apreensivo. Após o jogo desta terça-feira contra o Arouca pela Taça da Liga, o treinador foi visto dentro do campo do rival falando ao telefone celular nervoso e aos berros. Segundo informações da imprensa portuguesa, chateado com o vazamento da negociação com o zagueiro uruguaio Coates, do Sunderland, e apreensão por mais um golpe.



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