Porto atinge marca histórica negativa, mas pode se inspirar nisso para voltar às glórias



O Porto vive uma de suas piores temporadas dos últimos tempos. A derrota desta quinta-feira por 2 a 0 contra o Borussia Dortmund, pela Liga Europa, faz essa afirmação ser traduzida em números. Em 37 partidas oficiais em 2015/16, o Dragão já perdeu nove. Isso não acontecia desde 2001/02, quando o clube era comandado por Octávio Machado. A esperança para o torcedor tripeiro vêm em dois velhos ditados: “há males que vêm para o bem” e “depois da tempestade vem a bonança”.

A joia Rúben Neves não foi bem contra o Borussia (Foto: Divulgação / FC Porto)

A joia Rúben Neves não foi bem contra o Borussia (Foto: Divulgação / FC Porto)

O tal ano de 2001/02 não traz apenas essa marca negativa, que já foi amplamente recordada na imprensa portuguesa. Foi o ápice da última fase ruim e longa do Porto. O Dragão vinha de um pentacampeonato inédito no país no fim da década de 1990, na gloriosa “era Jardel”.

Depois disso, ficou três anos sem levar o principal título nacional. Desde que Pinto da Costa assumiu a presidência do Dragão, que simboliza o início do domínio do time na Terrinha, essa foi a única vez que a equipe teve esse jejum. Na ocasião, o Sporting ficou no topo duas vezes, e o modesto Boavista levou o título inédito.

Depois do último jejum, Porto teve uma longa fase vitoriosa, com direito ao título da Liga dos Campeões com Mourinho (Foto: Pascal Guyot / AFP)

Depois do último jejum no início do século, Porto teve uma longa fase vitoriosa, com direito ao título da Liga dos Campeões com José Mourinho, Deco e Vítor Baía (Foto: Pascal Guyot / AFP)

Depois disso, emplacou nove títulos do Português nos 11 anos seguintes. Além da Liga dos Campeões, Liga Europa e tantos outros troféus. Porém, não vai bastar jogar com a superstição. O Porto precisa passar por uma verdadeira reformulação. Naquela vez, o comandante disso tudo foi José Mourinho. A história todos sabem. Mas neste ano, Sporting e Benfica estão na frente, e uma recuperação é improvável. O único troféu deve ser o da Taça de Portugal, já que é o único grande ainda vivo.

A começar pelo elenco. Vários jogadores chegaram com o técnico Julen Lopetegui, já demitido, indicou vários jogadores que não dão retorno. Exemplos: Marcano, José Ángel, Evandro e Alberto Bueno. Além de outros mais recentes, como Marega e Suk, que tiveram pouco tempo, é verdade, mas é improvável que consigam se firmar.

O Porto está a procura da mística perdida. Já falamos sobre isso no blog (lembre aqui). Alguns jogadores do atual elenco já mostraram que podem render, como os experientes, Casillas, Maxi Pereira, além de Martins Indi, Rúben Neves, Brahimi, Herrera, Corona, Layún, André André, Danilo Pereira… Mas raramente algum deles desequilibra. É disso que o Dragão precisa.

Falcao García vive má fase e poderia se recuperar aonde já brilhou intensamente (Foto: Ian Kington / AFP)

Falcao vive má fase e poderia se recuperar aonde já brilhou intensamente (Foto: Ian Kington / AFP)

Para recuperar a mística, e ainda incluir qualidade, uma grande opção seria resgatar jogadores que venceram muito no Porto, e que não necessariamente sejam caros. Há dois exemplos ótimos disso na praça: Pepe e Falcao García. Por que não trazê-los de volta?

O zagueiro ficou entre 2004 e 2007, ganhou seis títulos e saiu para o Real Madrid por uma fortuna. Tem 32 anos, ainda está em idade que pode render bem, tem contrato apenas por mais um ano e alguns meses, perdeu a vaga para Varane, e não seria caro. Já o atacante vive péssima fase desde 2014, perdeu muito valor, e nada melhor do que retornar ao time que abriu as portas para o jogador na Europa para recuperar a melhor fase.

Os sonhos da torcida, no entanto, seriam bem mais difíceis. Hulk é caríssimo e não deve sair da Rússia até 2019, apesar de admitir que sonha em voltar ao país. João Moutinho tem contrato até 2018, cairia como uma luva no meio-campo portista, mas tem muitos clubes interessados na Itália e na Inglaterra, por exemplo. De qualquer forma, o Porto precisa arregaçar as mangas para voltar aos seus melhores dias.



  • Vitor Rodrigues Francisco Jr

    O FCP errou a mão nas contratações nessa temporada,e deve ficar só com a TÇPT mesmo,já que dá uma sorte terrível contra o Braga.Essa vitória contra o SLB melhorou o ambiente,mas é pouco para manter o fogo do Dragão aceso.

    • Thiago Correia

      Ao meu ver, errou não apenas nas contratações, mas em insistir com Lopetegui. Precisará de uma reformulação para a próxima temporada. Pode até ser com o José Peseiro, mas precisa mudar muito.

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