A impressionante personalidade da jovem promessa Renato Sanches



Pela primeira vez nesta Eurocopa, na partida contra a Polônia, o técnico Fernando Santos resolveu colocar o meio-campo Renato Sanches como titular da seleção portuguesa. O garoto de inacreditáveis 18 anos não apenas fez o gol de empate, como converteu sua cobrança na disputa de pênaltis. Mais até do que a qualidade técnica – que não é pouca -, o jogador vendido pelo Benfica ao Bayern de Munique por 35 milhões de euros (cerca de R$ 140 milhões) tem uma personalidade absurda. Difícil de achar até em jogadores veteranos.

Presente e futuro na mesma foto (Foto: Valery HACHE / AFP)

Presente e futuro na mesma foto (Foto: Valery HACHE / AFP)

Ainda não é um jogador pronto. Ora, tem 18 anos. Tem alguns problemas de fundamentos, de obediência tática e de visão de jogo. Mostrou isso mais até na partida contra a Croácia do que neste. Em diversas jogadas, acertava no início do lance, mas errava na sequência. Às vezes errava o passe, em outras simplesmente fazia a decisão errada.

Em uma dessas, tudo acabou dando certo. No gol de Quaresma, arrancou bem, imprimiu velocidade, mas demorou demais para abrir para Cristiano Ronaldo na direita. Deu sorte que Nani errou o chute, CR7 chutou e o Cigano cabeceou para o gol.

Renato Sanches (Foto: BORIS HORVAT / AFP)

Renato Sanches (Foto: BORIS HORVAT / AFP)

Ao longo da semana, ganhou elogios demais do seu novo chefe, Carlo Ancelotti, técnico do Bayern de Munique. Disse que era o melhor jogador da Eurocopa. Contra a Polônia, foi titular. Fernando Santos armou um 4-4-2 losango, com Renato fazendo a ponta mais avançada. E escalou o resto do setor sportinguista: William Carvalho, Adrien e João Mário. O garoto teve liberdade para jogar, voltar, armar, encostar nos atacantes…

Demorou um pouco para se encaixar. Quando conseguiu, surgiu sua personalidade. Que minimiza qualquer deficiência que tenha. Ele tenta. Tenta. E tenta de novo. O garoto nunca desiste. Se erra a primeira, busca a segunda, a terceira. Até acertar. E fez uma linda jogada com Nani para fazer o gol de empate.

Renato comemora a classificação com Quaresma (Foto: Valery HACHE / AFP)

Renato comemora a classificação com Quaresma (Foto: Valery HACHE / AFP)

Na disputa de pênaltis, o mais normal era escolher os jogadores mais experientes. E isso, Portugal tem de sobra no time que terminou o jogo: Cristiano Ronaldo, João Moutinho, Quaresma, Nani, Pepe, Fonte… Mas Renato não se escondeu. Pelo contrário.

– O treinador perguntou quem queria bater. Primeiro, o Ronaldo disse que batia e eu disse que batia o segundo. O treinador teve confiança em mim. A coisa que me passava pela cabeça era o gol. Estava calmo, tranquilo. Fui para a bola e fiz aquilo que faço num treino: escolho um lado e meto no gol – disse Renato após o apito final.

A própria história de vida de Renato pode explicar muito. Nasceu em uma vizinhança barra pesada em Lisboa, com muito crime e tráfico de drogas. Fugiu de tudo isso e foi para o futebol. Já sofreu acusações de ser gato, e quando começou a se destacar no Benfica, foi apadrinhado por Jorge Mendes, um dos grandes empresários do mundo do futebol. (veja mais da história de Renato Sanches aqui)

Agora, Renato Sanches deve ter conquistado de vez sua vaga no time titular, e já vislumbra o espaço como um dos grandes da história do futebol português. E repito: tem apenas 18 anos. Tem muito a crescer.



  • washington

    Haja personalidade.
    Aprende com ele Neymar!

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