A Ferrari que virou um ‘problemão’ para o Porto



No início desta temporada, o Porto já estava com dinheiro em caixa, e ainda conseguiu bem mais, vendendo jogadores importantes como Danilo, Alex Sandro e Jackson Martínez. Podendo esbanjar um pouco, investiu 20 milhões de euros (R$ 86,6 milhões) no meio-campo francês Imbula, ex-Olympique de Marselha, no que se transformou na maior contratação da história do futebol português. Porém, o jogador virou um problemão para o Dragão, que agora quer se livrar dessa “Ferrari” (mais abaixo explicamos o apelido), mas recusou a proposta do Stoke.

Imbula chegou ao mesmo tempo badalado, mas com desconfiança. Afinal, era um jogador caro, mas não muito conhecido. E jovem, com apenas 23 anos (22 quando foi comprado). No início, até foi bem. No amistoso de pré-temporada justamente com o Stoke, destacou-se na vitória por 3 a 0, embora tenha saído cedo. Porém, não emplacou uma sequência.

Aos poucos, alguns problemas extra-campo surgiram. O pai dele entrou em polêmica com a Internazionale, que tinha interesse, e depois, quando o filho foi mal, começou a disparar contra o técnico Julen Lopetegui. Dizia que o espanhol, que vinha colocando o francês no banco, não compreendia o estilo de jogo do garoto.

Fato é que Imbula mostrava qualidade técnica, como demonstrou na partida contra o Chelsea em que o seu time ganhou e ele foi muito bem. Mas no geral, não estava jogando nada. Preguiçoso em campo, muitas vezes esbarrando em outros jogadores do seu setor, cometeu erros bobos, e quase prejudicou o Porto no jogo contra o Boavista, em que foi expulso após uma entrada criminosa, mas Helton salvou sua pele defendendo um pênalti nos acréscimos.

Falando em português claro: faltou calçar as sandálias da humildade. Diante de todo este cenário, a situação começava a ficar insustentável.

Imbula não conseguiu destaque no Porto (Foto: Divulgação)

Imbula não conseguiu destaque no Porto (Foto: Divulgação)

Lopetegui foi demitido. E pouco depois, o presidente do Porto, Pinto da Costa, falou sobre a situação do jogador.

– O Imbula, que veio por vontade dele (Lopetegui) e dizia que era uma Ferrari. E eu perguntei se, afinal, era uma Ferrari para estar na garagem – disse o dirigente ao Porto Canal.

O treinador espanhol, ao saber da declaração do presidente, a quem garantiu que mantém muito respeito e admiração, respondeu.

– Fazendo uma comparação automobilística, ainda que não goste de o fazer, diria que todos os carros necessitam de um tempo de rodagem. Imbula é um bom jogador e poderia ser a cereja do elenco, mas nós tínhamos outras prioridades para a equipe e não chegaram – disse o treinador ao “AS”, lembrando que tinha pedido um armador e um atacante, que vieram, mas ele acabou não utilizando.

Imbula no jogo de apresentação à torcida (Foto: Divulgação)

Imbula no jogo de apresentação à torcida (Foto: Divulgação)

Com o jogador desvalorizado, chegou a hora de recuperar o dinheiro investido. O Stoke, que ficou impressionado com Imbula naquele amistoso, fez proposta. O Porto queria, ao menos, um pouco mais do que pagou ao Olympique.

O Dragão pediu 25 milhões de euros (R$ 108,2 milhões), mas os Potters apenas passaram um pouco dos 16 milhões de euros (R$ 69 milhões), o que tornaria o francês a contratação mais cara do clube, mas insuficiente para seduzir Pinto da Costa, que tem até esta segunda-feira para vender sua Ferrari.



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