As escolhas de Jair e do Botafogo: Felipe pode rir no fim



Felipe Conceição, ou Felipe Tigrão para quem o viu jogar, foi a escolha do Botafogo para dirigir o elenco em 2018. Uma decisão acertada em um mercado onde as opções com algum nível razoável de possibilidades, financeiramente falando, não enchem os olhos. Ex-jogador revelado nas categorias de base do clube, o atacante lutou a maior parte da carreira contra uma série de lesões. Bola ele tinha. Faltou a sorte nas diversas vezes em que frequentou o departamento médico.

O jovem treinador não tem experiência nos profissionais. Mas possui uma longa vivência quando o assunto é Botafogo. Conhece bem cada esquina do clube. Seu trabalho na base foi reconhecido e agora tem a maior chance de sua vida.

A promoção de treinadores não é uma novidade no Botafogo. O próprio Jair Ventura foi cria do clube. Isso sem citar as décadas gloriosas da história alvinegra. O mercado atual, inclusive, colabora com esta tendência. Zé Ricardo e Fábio Carille, o técnico campeão brasileiro, comprovam esta teoria.

Apenas o tempo dirá se Felipe vai aproveitar a chance que Jair Ventura deixou pela metade. Falo isso porque o hoje treinador do Santos parece ter deixado passar a oportunidade de amadurecer mais na carreira antes de buscar um segundo time. Isso porque, no Botafogo, apesar das vaias recentes, tinha o reconhecimento da torcida. Contava com o carinho dos dirigentes. Foi valorizado. Mas acabou optando por outro projeto. Na minha humilde opinião, cedo demais, embora competência não lhe falte.

O ano de 2018 será revelador. Isso no sentido de mostrar se as escolhas de Jair Ventura e do Botafogo foram acertadas. Mas, se analisarmos os desafios de Santos e do Alvinegro carioca, me parece mais nítido que Felipe pode acabar rindo no fim.



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