Botafogo: O dilema entre a história de Tite e a pressão sem coerência



O Botafogo conseguiu o que parecia impossível: não somar uma vitória nos últimos cinco jogos pelo Campeonato Brasileiro e fica de fora da Copa Libertadores. Mas quando o ano começou o impossível, para muitos, seria chegar às quartas de final da Copa Libertadores, às semifinais da Copa do Brasil e disputar a vaga no torneio continental até a última rodada do Brasileirão. O momento é decepcionante, pois o Botafogo sempre é analisado pela sua grandeza. Pelo tamanho gerado pela sua vitoriosa história, de títulos e de conquistas.

O Botafogo, porém, também é formado por homens que agora precisam tomar uma decisão: aceitar a pressão incoerente e demitir Jair Ventura, algo que não parecem dispostos a fazer, ou tentar repetir a história, por exemplo, que Tite construiu no Corinthians. Se a diretoria do Timão tivesse aceitado a pressão e demitido o hoje treinador da Seleção Brasileira após o fiasco diante do Tolima, talvez o time até hoje estivesse lutando pela sua primeira Libertadores e por mais um Mundial de Clubes.

O cenário do Botafogo, senhores, está muito longe de ser o de terra arrasada. A vaga não veio por conta de um grupo exausto, que honrou a camisa do time durante a maior parte da temporada. Um time que foi para seu jogo decisivo desfalcado de quatro jogadores. Jair Ventura nunca deixou de ter o grupo ao seu lado, valorizando a base e tentando extrair o máximo de cada atleta. Conseguiu enquanto o fôlego permitiu.

Aos que vão levantar a voz e falar: e a Chapecoense? Não contesto o lindo capítulo escrito pelo clube de Chapecó, este sim saído de um cenário de terra arrasada. Mas com o respaldo dos fatos, podemos afirmar que são pressões completamente diferentes. O elenco da Chape pode ter jogado muito e ser escasso. Mas não chegou às quartas de final de Libertadores e nem às semifinais da Copa do Brasil. Muitos dos jogos que fez, com todo respeito mais uma vez, foram por Pimeira Liga, Copa Suruga, Campeonato Catarinense e por aí vai.

Mas o objetivo da conversa não é comparar Chapecoense e Botafogo, seus feitos, virtudes e defeitos. Mas sim alertar a diretoria para a necessidade de colocar a cabeça no lugar e tomar as medidas necessárias para que 2018 seja mais um ano em que o Alvinegro vai andar para frente.



MaisRecentes

Valentim e o caminho errado



Continue Lendo

O desejo de priorizar o elenco passa por Carli



Continue Lendo

Jogador gosta de competição



Continue Lendo