Libertadores é obrigação! Mas para quem?



Tenho acompanhado alguns torcedores revoltados com os últimos resultados do Botafogo no Campeonato Brasileiro. Muitos temem que escape pelas mãos a classificação para a Copa Libertadores. Outros, inclusive aqueles mais nervosos e que invadiram o clube no fim de semana, em uma ação no mínimo estranha em um ano político, falam até mesmo em obrigação. De fato, a classificação para a Libertadores é uma obrigação. Aliás, já era obrigação ter se classificado antes tamanha a facilidade que esta disputa se tornou nas últimas semanas. Porém, resta saber de quem é esta obrigação?

Seria do elenco? Bom, mas ninguém botava fé neste grupo, que se fosse levar em consideração algumas análises sequer teria passado pelo Colo-Colo na pré-Libertadores. Ou pelo Olimpia na etapa seguinte. Superar um grupo de vários campeões era um absurdo. Então, como cobrar deste grupo a vaga se realmente ele apresenta várias carências técnicas e quando conseguiu bons resultados na maior parte das vezes foi por sua organização e pela entrega dos jogadores.

Então se deve cobrar do Jair Ventura? Bom, mas este possui em mãos este elenco que já falamos. E não dá para reclamar muito, pois desorganizado o time não chega a ser.

Cobremos do presidente? Bom, mas ele assumiu do jeito que já sabemos e bem ou mal a trajetória tem sido de evolução.

A verdade é que ninguém discute que para um clube como o Botafogo é obrigação não apenas brigar pela Libertadores e se classificar, mas também lutar por títulos. Difícil é explicar como se cobrar isso nas condições acima citadas. Devemos cobrar sim de quem fez o futebol brasileiro chegar a este estágio. Não é apenas o Botafogo que passa por isso. Ou alguém realmente acredita que Fluminense, Vasco, Santos, São Paulo, dentre outros, não têm a mesma obrigação.

O Botafogo é apenas mais um exemplo de um futebol que tinha tudo para ser poderoso, mas que definha por conta de uma entidade preocupada mais com os lucros de seus cartolas que sequer podem deixar o país. De uma mídia que sonha com uma espanholização de receitas que nem a Espanha mais adota. Do total desrespeito a grandes marcas e a verdadeiras instituições. De uma legislação que pune os clubes formadores de atletas. De dirigentes que pregam equilíbrio financeiro e pagam verdadeiras fortunas desequilibrando o mercado. Portanto, o Botafogo na Libertadores é realmente uma obrigação. Mas de quem?



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