É preciso calma para não repetir erros do passado



As atuações do Botafogo no clássico contra o Vasco e no empate contra o Avaí em nada lembraram o time que vinha brilhando na Copa Libertadores. Mas, na verdade, elas não pedem uma análise simples. Muito pelo contrário: exigem um raciocínio amplo e que aborde vários quesitos como: promessa e entrega e expectativa e realidade. A queda de produção envolve vários fatores e que precisam ser levados em consideração para que erros do passado, que custaram muito caro, não sejam repetidos.

A ressaca de uma eliminação como foi na Libertadores, onde uma história bonita foi escrita, é natural e esperada, mas acabou sendo esquecida por conta da vitória diante do Coritiba, poucos dias depois. A derrota para o Vitória deve ser tratada como um acidente, assim como, na mesma balança entram os gols no fim contra Avaí e Chapecoense. A verdade é que o Botafogo perdeu a pegada, mas não está em crise. Até porque, está na zona de classificação para a Copa Libertadores.

O elenco do Botafogo está sendo vítima por ter atentado contra a lei da expectativa x realidade, que neste caso, aparece invertida em relação a outros grupos, como os de Flamengo e Atlético-MG, por exemplo, que prometiam muito e entregaram pouco. O plantel alvinegro, e olha que estou falando daquele do início do ano, com Camilo, Montillo e Roger, nunca foi tratado como um dos melhores ou que poderia ir longe, por exemplo, na Libertadores. Mas foi.

Mesmo assim o Botafogo sempre lutou. Hoje o time sente o desgaste da maratona que foi esse ano. Mas logicamente que isso pode ser solucionado. A vontade vai crescer, mas ela precisa ser recolocada por Jair Ventura por meio dos planos para o futuro e não por uma cobrança exagerada. O que não se pode fazer é jogar o trabalho e o projeto Libertadores fora com protestos que não fazem tanto sentido. No passado os destemperos de dirigentes geraram danos profundos e isso não pode se repetir. Que se olhe para o futuro, mas sem esquecer o passado.



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