A importância da máquina rodar



Trocar peças em uma máquina é sempre algo muito complicado. Mas se ela continua a rodar com a troca é sinal de que a qualidade é muito boa. E foi mais ou menos o que vimos na vitória de 2 a 0 sobre o Flamengo no domingo. Mesmo com muitos problemas e sem jogadores considerados titulares, como Joel Carli, Rodrigo Lindoso e João Paulo, além de Marcos Vinícius, um reserva importante, o Glorioso funcionou. Isso porque a qualidade do trabalho de seu treinador não deixa dúvidas.

Ao fim do jogo, Jair Ventura e os jogadores comemoraram a volta do estilo de jogo que vem levando o Botafogo a lugares inimagináveis no início do ano. Traz moral para os choques contra o Grêmio na Libertadores, principalmente o desta quarta-feira. Mas essa esperança muito se deve a atuações de jogadores que substituiram os chamados titulares. Um exemplo claro é o chileno Leonardo Valencia, que enfim fez a sua estreia.

Valencia vai se tornar uma peça importante principalmente se os jogadores de meio não retornarem. Ainda desconhecido da maioria dos marcadores brasileiros, tem boa visão de jogo e precisa ser menos indiviadualista. Inteligência tem e pode ter papel importante.

Marcelo foi irregular principalmente no primeiro tempo contra o Flamengo, mas tem futebol para dar conta do recado. Embora de todas as ausências faladas, a de Joel Carli é a que mais me preocupa, pela personalidade que consegue impor ao time.

Mas o Botafogo não está sozinho na lista de problemas. O Grêmio também luta com dificuldades e improvisações e isso nivela as coisas. O resultado de quarta-feira será muito importante para definir os rumos. Um triunfo sem sofrer gols pode abrir um bom caminho para a vaga no Sul. Que os deuses da bola estejam ao lado do Glorioso.

O LADO AMARGO DA VITÓRIA: O triunfo no clássico também deixou um gosto amargo nos botafoguenses. Isso porque ficou evidente que uma postura um pouco diferente na Copa do Brasil poderia ter levado o Glorioso a uma classificação para a final. Como escrevi anteriormente, Jair não deve ser crucificado por isso, mas fica a lição de como se comportar daqui para frente. Afinal de contas, “a diferença entre o remédio e o veneno é uma bobagem, um simples erro de dosagem”.



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