Não se pode crucificar Jair Ventura



Ao longo dos jogos contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, o Botafogo pouco agrediu o adversário. Após a derrota de 1 a 0, na quarta-feira, foram várias as críticas ao trabalho do técnico Jair Ventura, pela maneira como o Alvinegro se comportou em campo. No meu entender, elas são contraditórias se levarmos em consideração as opções que ele tinha a sua disposição. Sei que muitos vão lembrar que o Glorioso, com este mesmo grupo, passou pelo Galo. Mas uma hora essa conta chega.

A eliminação na Copa do Brasil começou a ser construída com a irregularidade de Montillo, que culminou com a sua aposentadoria. Também ganhou forma na negociação que levou Camilo para o Internacional. Por fim, a tampa do caixão botafoguense foi fechada com um regulamento atrasado, com a cara de quem dirige a CBF, e que impede a inscrição dos reforços contratados no meio do ano. Valencia, Brenner e Marcos Vinícius não puderam ser usados. Este último poderia ser muito útil, inclusive, em um jogo como o de ontem. O goleiro rival sequer foi testado.

O Botafogo neste segundo jogo entrou em campo com Guilherme e Roger no ataque, já que Rodrigo Pimpão estava suspenso. Uma rápida olhada no banco de reservas, com todo respeito aos atletas que lá estavam, deixa visível que o treinador tinha muito pouco a fazer. Há quem vá lembrar que a formação do meio é a mesma que vem jogando na Libertadores e surtindo efeito. Mas são competições e adversários diferentes. Era preciso um poder de fogo de mais qualidade para se conseguir vencer o clássico.

O importante agora não é alimentar um cenário de terra arrasada. O Botafogo ainda tem muito para construir nesta temporada e com certeza o fará. Agora é olhar para frente e mirar a Copa Libertadores e o Brasileirão.



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