Classificação seria épica



O Botafogo decide contra o Flamengo na quarta a classificação para a final da Copa do Brasil. Por tudo o que aconteceu ao longo do ano, uma vaga na grande decisão poder ser considerada uma conquista épica. A simples presença do Glorioso nesta etapa da competição já era algo inimaginável para boa parte da mídia no início do ano. Mas o Botafogo de Jair Ventura se nega a perder e luta por objetivos nas três frentes que realmente quis enfrentar em 2017.

A dramaticidade do confronto se tornou ainda mais forte com as perdas de Joel Carli e Rodrigo Pimpão no jogo de ida. O primeiro é o melhor zagueiro em atividade no futebol carioca em 2017 e um dos melhores do país. Se não é um primor técnico, tem senso de localização, antecipação, colocação e uma liderança que vai fazer falta. Se não vinha tão bem nos últimos jogos, Pimpão, queira ou não, é uma referência neste time. Sua ausência ainda priva o Glorioso de ter Guilherme entrando apenas no segundo tempo, com a defesa rival cansada.

Com um regulamento digno de quem dirige a CBF, que não permite a inscrição de reforços, o Botafogo vai com elenco ainda mais reduzido para este jogo, pois perdeu Fernandes e Leandrinho diante da Ponte Preta. Ou seja, o time titular está na conta do chá e não há muitas opções no banco.

Mas mesmo assim não se deve duvidar do Botafogo. O que esse time fez em 2017 torna injusto acreditar que o Botafogo não tem chance. Muito pelo contrário, pois se a tarefa é considerada épica, Jair Ventura e seu time parece gostar um pouco mais.

RACISMO: Quis separar o tema do jogo, pois isso nada tem a ver com esporte. Lamentável a postura do cidadão. Mais lamentável ainda quem quis se aproveitar do evento para levar algum tipo de vantagem. A torcida do Botafogo não é representada por racistas. Muito pelo contrário. É um clube que conseguiu fazer de diferenças seu ponto forte. Seu maior ídolo tinha as pernas tortas e foi humilhado em vários clubes antes de ter uma oportunidade de mostrar seu talento em General Severiano. Um dos seus maiores goleiros, Jéfferson, não pode ser considerado branco. Aliás, o Botafogo é preto e branco e de racista nada tem.



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