Que o bom senso prevaleça na negociação com Jefferson



Quando um atacante vai bater um pênalti ou quando parte sozinho em direção ao gol, sendo o arqueiro o único obstáculo, o normal é imaginarmos: é gol. Não se o goleiro em questão for Jefferson. Foi assim que o torcedor botafoguense se acostumou a pensar nos últimos anos, quando seu camisa 1 sempre foi sinônimo de grandes atuações. Virou ídolo por postura, titular por méritos e líder por natureza. Agora, a relação clube jogador vive um momento delicado, o de se negociar a prorrogação de contrato, que chega ao fim em dezembro.

Em momentos como esse o bom senso é fator que não pode faltar. Carlos Eduardo Pereira precisa ter a dimensão exata do que representa o jogador para o clube. Jefferson chegou em 2009 em um momento que os torcedores não aguentavam mais conviver com Max, Castillo, Júlio César, Marcos Leandro e outras figurinhas que passaram pelos arcos alvinegros. Uma posição que era motivo de preocupação, virou símbolo de tranquilidade. Isso tem seu valor. Não se pode esquecer, por exemplo, a defesa do pênalti de Adriano na final de 2010.

Mas o bom senso não pode ser apenas exclusividade da diretoria. Jefferson precisa fazer um balanço do que produziu nos últimos anos para o clube, colocando a pedida salarial nas mesmas bases. De 2014 para cá, além desse período de mais de um ano parado, ainda esteve ausente nas diversas convocações. O tempo de produtividade foi pouco para o clube.

Outro fator que deve ser considerado por Jefferson é que ele tem a chance de se colocar de vez na condição de ídolo, podendo encerrar carreira no clube e quem sabe seguir em outras funções. Marcos, Rogério Ceni, Zito e vários outros tiveram essa oportunidade por conquistarem esse status.

Os desfechos dessa negociação são imprevisíveis, mas se o bom senso prevalecer, o final tem tudo para ser feliz.



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