A matemática dos reforços



A matemática dos reforços

O Botafogo está no mercado em busca de opções para reforçar o elenco, cada vez mais enxuto para três competições que exigem demais. Porém é preciso equilíbrio nesta busca. A contratação de alguns nomes não encerra o problema. É preciso inteligência para lidar com a questão das inscrições. A Copa do Brasil, por exemplo, não permite inclusão de atletas e Jair Ventura terá que duelar com o que tem contra o Galo.

O Campeonato Brasileiro é mais gentil com os clubes, porém, na Libertadores são três nomes apenas. A saída de Diego por lesão fará com que Ventura não queime uma inscrição com Jéfferson.

Tenho visto alguns falarem que Arnaldo e Luis Ricardo serão incluídos. Aceito essa situação se Jair levar em consideração que nenhum reforço chega para o meio e que Luis Ricardo pode ajudar na criação de jogadas. Do contrário, basta um lateral, uma vez que Marcelo e Emerson Santos podem quebrar o galho, como fizeram ao longo de toda a fase de grupos. Não é o ideal, mas quando a farinha é pouca… Afinal de contas, ninguém fala da importância de um apoiador, mas Camilo e Montillo não estão aguentando o tranco.

Um ou dois espaços precisam ser guardados para a frente. Apenas com Roger não vai dar e isso fica claro até mesmo quando o atacante joga bem. Luciano é um bom nome, mas se reluta em vir não faz parte do projeto e deixa de ser interessante. Mas não dá para contratar por contratar. Alguns dos nomes ventilados em nada resolvem e são apenas apostas. Para apostar, fiquemos com Tanque e Gorne que são crias do clube. Como vemos, a montagem de um elenco para uma competição não passa apenas por contratações.

SASSÁ: Estava relutando em falar novamente sobre Sassá, mas depois da declaração dele sobre “clube grande” decidi dar um pitaco. Até entendo que ele tenha dúvidas sobre a grandeza do Botafogo. Afinal de contas, por suas entrevistas inteligência não parece ser, digamos assim, uma virtude deste atleta. Sabedoria então nem se fala. Passou longe. Essa dúvida, portanto, pode ter origem na insistência do Botafogo em renovar seu contrato, lhe dar oportunidades, valorizar seu futebol que outrora teve que ser emprestado a Oeste e Náutico por pura falta de qualidade. Mas isso não tem a ver com pequeno, e sim com a grandeza que o Botafogo já mostrou outras vezes, com outros nomes, como Jobson. Lembra dele?

Sassá, não é atingindo o Botafogo que você vai conseguir se tornar relevante. O que vai te fazer um jogador de verdade é o que você vai mostrar em campo. Mas pelas declarações, como já escrevi anteriormente, a tendência é vê-lo seguindo o caminho de outros que desperdiçaram a carreira. Que isso não aconteça com você. Por fim, apenas um conselho, quando se fala sem pensar o resultado é o que ouvimos na maioria de suas entrevistas. O futebol pune.



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