Vitória com cara de Libertadores



Na chegada ao Estádio Nilton Santos percebia um otimismo muito grande por parte dos torcedores. Alguns falavam em goleada pelo fato de o Estudiantes ainda não ter disputado muitos jogos oficiais, estando fora de ritmo. Tinha quem lamentasse a ausência de Verón, que na casa dos 40 anos poderia se tornar um peso grande dentro do gramado. Quando alguém me perguntava um palpite arriscava o 1 a 0. Não estava sendo econômico. Seria um jogo de Libertadores. Aliás, de pura Libertadores.

Para quem atuou apenas uma vez em 2017 o Estudiantes se comportou bem. Morreu apenas depois do segundo gol e mostrou que pode dar trabalho na sequência. A irritação dos torcedores com o primeiro tempo do Botafogo até era explicado pelos erros infantis cometidos em alguns momentos. Mas a entrega em campo é de se respeitar. Esse time corre muito desde que Jair Ventura substituiu a Ricardo Gomes (Cadê ele? Deve estar envolvido no tal projeto Libertadores que o fez trocar de clube).

O Botafogo abriu o placar com um gol do mesmo jeito como venceu Olimpia e Colo-Colo, com um golaço. Confesso que achei que o time ia se acalmar e tocar um pouco mais a bola. Porém, a ansiedade seguia grande e foi punida no segundo tempo, quando uma cobrança de falta contou com a ajuda da barreira e de Gatito para devolver a igualdade ao marcador.

Jair Ventura percebeu que o time sentiu o golpe e Sassá foi a campo. Não canso de dizer que este é o centroavante que o Botafogo precisa na Copa Libertadores. Luta o tempo todo, incomoda, tenta se impor, se movimenta e abre espaços. Neste jogo, inclusive, descobrimos seu lado de ponta. Ganhou a bola, foi ao fundo e cruzou para que Rodrigo Pimpão mais uma vez se consagrasse. Que sina para gols importantes. Era a vitória da raça, a vitória de quem não aceitou as previsões de que iria lutar contra o rebaixamento no Brasileiro ou de que iria cair nas fases eliminatórias da Copa Libertadores. Era a vitória de quem, mesmo sem ser brilhante, ensinou ao Estudiantes que Niltão é do Fogão. Acho que eles aprenderam a lição.

* Nenhum jogador deixou o campo machucado? Estranho, muito estranho isso

* Luis Ricardo fora da lista de relacionados? Uma boa explicação valia à pena



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