Um silêncio constrangedor



O Botafogo vem fazendo bonito na atual temporada. O time é bem montado por Jair Ventura e vem conseguindo avançar na Copa Libertadores. Nesta terça-feira estreia na fase de grupos, para onde se classificou de forma merecida, enfrentando o Estudiantes e em boas condições de vencer. Porém, no meu entender, o Alvinegro poderia se encontrar em melhor situação caso não estivesse desde o ano passado sofrendo com excesso de lesões. Algo que, por exemplo, gera impacto principalmente na campanha no Campeonato Carioca, onde um time B vira rapidamente o C pela falta de boas opções.

No Campeonato Brasileiro do ano passado muito poderia se pensar em trabalho pelo meio, em mudança de filosofia, em não se poder mudar uma realidade que precisa ser moldada desde a pré-temporada. E assim vimos no Brasileirão meio time frequentar o departamento médico, com alguns como Jefferson e Luis Ricardo ficando fora de combate definitivamente. A bela reação no Brasileirão deixou o problema em segundo plano.

Esse ano tudo ia mudar. Afinal de contas, a comissão técnica e todo seu staff estão com o grupo desde os primeiros dias de janeiro. E o que estamos vendo é que só em 2017 Joel Carli, Helton Leite, João Paulo, Gatito, Montillo e Camilo já ficaram de fora em algum jogo importante, ou mais de um, por conta de lesões, contusões, desconfortos e por aí vai. Após quase 20 dias depois de uma segunda pré-temporada o Botafogo, em seu primeiro jogo, já perdeu outros jogadores, como Leandrinho e Matheus Fernandes. Isso para não lembrarmos o Jonas.

Ultimamente o torcedor do Botafogo vai aos jogos torcendo para o time vencer e para nenhum jogador se machucar. E não me venham falar de excesso de jogos, de calendário apertado, de decisões logo no começo pois essa é uma realidade de quase todos os clubes brasileiros. É preciso, porém, que alguém no Botafogo venha a público tentar explicar os motivos que levam o Alvinegro a sofrer tanto nesta temporada com lesões. Incompetência? Falta de estrutura? O que for precisa ser resolvido logo, pois o silêncio atual é constrangedor.



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