Foco na base



Tenho conversado com os botafoguenses e muitos se mostram animados com o fato de o time conseguir ter uma base para a próxima temporada. Isso se concretizando, realmente pode ser considerado um importante gol de placa da diretoria. Mas confesso demonstrar uma certa preocupação com o noticiário dando conta da saída de atletas que podem ser chamados de chave no atual grupo. O que mais me incomoda é a demora em relação a concretizar algumas situações.

Sidão era dado como certo. Mas tanto não vai ficar que Gatito Fernández foi contratado. Uma reposição à altura, porém, que não explica a perda do antigo titular e que mantém o plantel sem um reserva confiável, haja vista que o desempenho de Helton Leite, quando chamado em 2016, foi desastroso. Jefferson só voltará a jogar no segundo semestre.

Diogo Barbosa e Victor Luís têm o destino incerto. Com o primeiro o Botafogo se mostrava bem tranquilo, mas pelo visto ele não vai permanecer. Vale lembrar que Diogo sempre manifestou o desejo de ficar. No caso do segundo, por depender do Palmeiras, até é compreensível a demora.

Neilton disse que também quer ficar. Seu procurador chegou a falar que a permanência depende apenas do Botafogo. Mas a coisa parece que não vai caminhar assim.

Ou seja, nas últimas semanas estamos vendo Sidão dar a palavra, Diogo e Neilton pretendendo ficar, o Victor Luís sem saber o futuro, mas com sério risco de nenhum deles emplacar 2017 com a camisa botafoguense. Só aí estamos falando de cerca de 40% do time.

A diretoria precisa entender que o atual time é bom, nada além disso, mas principalmente organizado. As peças se entendem. Sem isso, o resultado em 2017 pode ser desastroso. Que Carlos Eduardo Pereira e os dirigentes abram osa olhos.

CHAPECOENSE: Sei que o espaço é reservado ao Fogão. Mas não há como ignorar o terrível acidente da terça-feira envolvendo a Chapecoense. Penso nos que deixaram filhos, muitas dessas crianças, algumas inclusive que ainda pouco entendem da vida, crescerão sem sequer terem uma ideia concreta de quem foi o pai. Pais que dariam tudo por um último beijo no rostinho delas, por um abraço apertado. Por sentir o cheirinho dessas crianças.

Se é que algo pode consolar essas almas, seus filhos um dia saberão que eles escreveram uma história das mais belas. Todos gostavam da Chapecoense porque ela realmente era a cara dos brasileiros. Que lutam com dificuldade, que encaram gigantes e matam um leão, ou mais, por dia. Porém, que mesmo assim, não perdem o jeito divertido de encarar a vida. Que eles descansem em paz.



  • Ribamar Ximenes-DF

    O futebol não aceita mais amadorismo no seu comando, e o futebol do Botafogo, ou é comandado por amadores ou por ma intencionados.
    Não adianta o presidente CEP, lutar pelo controle do saneamento do clube com o futebol inprodutivo como está. Dai a nescessidade de uma gestão profissional, pois queiram ou não o unico setor capaz de gerar receita ainda é o fitebol. Essa história de time de futebol apenas para diversão dos torcedores, ja é um passado sem retorno.

  • Sergio

    Também acho a diretoria um pouco vagarosa , sabem como nós que com o sucesso do time, com certeza haveria um procura e a decorrente valorização e me parece que eles ,nosso dirigentes ,foram pegos de surpresa e não sabem como segurar nosso jogadores no clube, falta ambição e mais ainda pulso para que o time não se desmanche!

  • Bira Fogão

    O Botafogo começou a ser um Clube de futebol popular a partir de 1942 quando se tornou Botafogo FR. Antes, eram dois Botafogos; o de futebol e o de regatas.
    Essa popularização foi bastante incrementada em 1948 na gestão do Presidente Carlito Rocha e com jogadores do quilate do Heleno de Freitas e do Nilton Santos no elenco.
    O Clube foi ganhando corpo e só crescia a cada ano. Formou um modelo, uma escola, de revelar e contratar grandes craques de futebol.
    Em meados dos anos 1960 ele já o principal time de futebol do RJ e dos principais do país e do mundo.
    E foi assim até a gestão do Presidente Ney Cidade Palmeiro encerrada em 1967.
    Não obstante ter sido brilhantemente bi-campeão carioca em 1968, a gestão do presidente Althemar Dutra de Castilho foi o início do fim. Toda aquela escola de futebol e modelo de gestão Botafoguenses criados pelo Carlito foram abandonados pelo tal Althemar.
    O marco da derrocada Alvinegra, do até então GLORIOSO, foi a venda ao São Paulo ( na época, apenas um clube médio de futebol) do jogador Gérson. Algumas pessoas da época dizem que o Althemar não tinha a menor necessidade de vender o nosso cracaço Gérson. O Botafogo não precisava desse dinheiro. O Botafogo era um Clube comprador.
    Dizer que no período dourado o Clube não vendeu ninguém, seria enganar e mentir. Vendia sim; mas só o vazia quando tinha um outro jogador do mesmo nível para pôr no lugar.
    E essa queda vertiginosa passou pela direção do Rivadávia Corrêa e culminou com a venda da Sede de GS pelo Charles Borer. Isso já em 1976.
    Dela pra cá, tivemos um oásis administrativo por generosidade de um contraventor, homem chamado Emil Pinheiro….e nada mais. Depois, foi apagar um incêndio por dia, vendo o nosso Clube se apequenando até se transformar em todo esse amadorismo dos dias atuais.

  • Bira Fogão

    A história da ascensão e queda do “Império Botafoguense”, contada pormenorizada, daria um livro de umas quinhentas páginas.
    Ainda espero que algum escritor Botafoguense conte tudo isso mais amiúde.

  • Vinicius Alonso

    Amigão da base titular o que me preocupa é o Sidao, porém o Catito é tão bom quanto, e o Vitor Luiz, que é um otimo jogador. Por mim Diogo Barbosa e Neilton podem zarpar. E me parece que além destes, o Alemão tem contrato somente até o final do ano, e eu renovaria. O restante tem contratos mais longos. Mas estou gostando dos nomes sugeridos até agora

MaisRecentes

Jair Ventura deveria tapar os ouvidos



Continue Lendo

Que o bom senso prevaleça na negociação com Jefferson



Continue Lendo

Jair Ventura, o craque do Botafogo



Continue Lendo