Um técnico que entrou para a história botafoguense



William Bacana, Sinval, Eliel, Eraldo, Aléssio, André e alguns outros jogadores menos votados. Eles integravam um time que poucos poderiam acreditar que se tornaria campeão sul-americano. Com todo respeito a eles, medianos em seus clubes de origem ou pouco promissores na base alvinegra. Seria preciso que algum campeão, alguém com vocação para a vitória e com pele alvinegra se apresentasse para tornar a conquista da taça algo realmente possível. E o campeão se apresentou diretamente do banco de reservas: Carlos Alberto Torres. A Copa Conmebol de 1993 estava ganha.

O Capitão do Tri, o ilustre alvinegro aceitou dirigir um time que ainda sentia o golpe pelo abandono de um dos bicheiros mais famosos do Rio de Janeiro. Emil Pinheiro largou o Botafogo em 1992 levando o elenco para o América. O segundo semestre de 1992 e o primeiro de 1993 foram sofríveis. Naquela época o Estadual era jogado no início do ano, o que de certa forma contribuiu para um não rebaixamento. O regulamento de 1993 também não previa queda e isso permitiu que o Botafogo focasse no título continental.

O Botafogo foi passando de fase. De cara eliminou uma espécie de pedra no sapato, o Bragantino. Porém, o jogo mais marcante foi na semifinal. Depois de perder de 3 a 1 em Minas para o Atlético-MG, o Alvinegro depenou o Galo no Caio Martins: 3 a 0 com um esquema ousado, de vários atacantes e um futebol ofensivo e envolvente. Reflexo de seu treinador. Torres nunca foi covarde. Cutucava os técnicos da Seleção Brasileira por causa disso.

Na final, contra o Peñarol, o título parecia escapar com um gol no fim do segundo tempo, que levou o duelo contra os uruguaios para os pênaltis. Torres falou com cada jogador, mostrou que ali estava um clube vitorioso. O resultado final todos sabem. Após o apito final o técnico disse: “o título é dos garotos, mérito deles.” Tá bom…. Adeus Capital o futebol brasileiro e o Botafogo agradecem



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