E se fosse o contrário?



O Botafogo na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, com uma atuação apática diante da Ponte Preta em Campinas. Minutos depois do jogo o presidente Carlos Eduardo Pereira concede entrevista coletiva e anuncia a demissão de Ricardo Gomes. As críticas seria inúmeros. Iriam falar que o dirigente era ingrato porque o treinador fez um bom trabalho com um material humano limitado, conseguiu o acesso, blá blá blá

Nesta sexta-feira Ricardo Gomes abandonou no meio um trabalho, deixando o Botafogo na zona de rebaixamento. Não deixou para trás apenas mais um clube na carreira de um treinador que teve como seu maior momento de glória a conquista da Copa do Brasil pelo Vasco, depois de inúmeros fiascos na função, sendo o maior deles o de conseguir não classificar uma geração promissora para os Jogos Olímpicos. Deixou para trás o clube que lhe devolveu a carreira, a chance de recomeçar. Que lhe abriu as portas quando todas estavam fechadas.

Ricardo Gomes poderia deixar o Botafogo sim, mas teria sido mais digno se o fizesse quando o Cruzeiro lhe procurou, antes de começar o Campeonato Brasileiro. Mas no meio da competição apenas mostra que como técnico não parece ter a mesma elegância que desfilava em campo atuando como zagueiro. E sai sem se posicionar. Deveria estar sentado ao lado dos dirigentes nesta manhã de sábado, na sede do clube. Não estava. Saiu de forma tão discreta quanto a maioria dos seus trabalhos como treinador. Uma pena, muito mais para você do que para o Botafogo, Ricardo. O clube vai seguir sua centenária história de sucesso. Quanto a você…. boa sorte no Morumbi.



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