Não dá para ficar esperando o centroavante chegar



O Botafogo não faz gols. O clube precisa de um centroavante. A impressão que me passa é a de que se um Barcos da vida entrar pela porta do palacete colonial de General Severiano todos os problemas estarão resolvidos e o Glorioso vai se transformar em uma máquina de fazer gols. Muita calma nessa hora. Não discuto como é importante um jogador experiente no comando do ataque. Barcos, Alecsandro, Grafite, Rafael Moura, Gilberto… Qualquer um deles já ventilados melhoraria muito o poder de fogo. Mas é preciso tomar cuidado para que essa necessidade não esconda dois problemas: não se pode pressionar demais os jovens da base, mas também não se pode passar a mão na cabeça de todo o elenco por conta dessa carência.

Luis Henrique, Ribamar, Sassá e até o Gorne, que está sendo relacionado agora, têm em comum o fato de terem vindo da base, contarem com a simpatia da torcida. Todos têm as suas qualidades, mesmo que sejam diferentes. Se vingarão na carreira, só o destino vai revelar. Mas devemos colaborar com as mãos divinas. Por isso essa pressão não deve queimar esses jogadores. Até porque precisamos entrar no segundo ponto da questão, a de não passar a mão na cabeça de todo o elenco. Não dá para não fazer gols simplesmente porque se está esperando o comandante de ataque chegar. Neilton, Luis Ricardo, Rodrigo Lindoso, Bruno Silva, enfim, muitos desses estão perdendo chances claras e não são garotos.

Treinar fundamentos, encarar responsabilidades com profissionalismo e saber o que é jogar em um grande clube precisa fazer parte do cotidiano dos atletas do Botafogo. De todos e não apenas dos jovens atacantes. Não se pode simplesmente virar parceiro da falha a cada finalização ruim e depois perguntar: quando chega o centroavante?

Esse grupo tem mostrado brio, espírito de luta e com certeza dá orgulho ao torcedor pela entrega em campo. Mas jogar no Botafogo é um pouco mais do que isso.



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