A busca de Ricardo Gomes por um camisa 10



Em entrevista ao LANCE! o técnico Ricardo Gomes se mostrou conformado com os meias que tem à disposição no elenco do Botafogo. Lembrou que a chegada de um camisa 10 não é tarefa fácil pela falta de opções no mercado e deixou claro que vai buscar soluções dentro de seu elenco. Em uma rápida olhada no que há ao redor realmente as opções não existem ou, pelo menos, não em fartura. Se a negociação com Alex tivesse tido sucesso teria sido um gol de placa. Infelizmente para os botafoguenses o jogador optou por permanecer no Internacional. Como o “se” no futebol não vale muito, o que existe de concreto é que Ricardo Gomes terá muito trabalho pela frente.

O Botafogo realmente ainda não tem um camisa 10. Digo ainda porque Leandrinho, bem trabalhado, pode ser essa peça no futuro. Mas ainda não está pronto como jogador, cometendo erros típicos da juventude. Gegê, quando muito, pode ser um 8. Juan Salgueiro, que pelo visto é tratado como uma das peças para o setor por Ricardo Gomes, ainda não está adaptado completamente ao futebol brasileiro e não tem tanto o perfil de cérebro, de um 10 clássico.

No que pode parecer desespero, Gomes chega a falar em Lizio, que pouco jogou. Nas partidas que entrou o argentino naturalizado boliviano mostrou estar totalmente fora do ritmo do futebol brasileiro. Parecia um monge dentro de uma boate, completamente perdido e sem se comunicar com ninguém. Mas também mostrou um talento capaz de, totalmente adaptado, render bons frutos para o Glorioso. Contratado ao Macaé, Marquinho também está na briga. Mas longe de ser um 10, ele é mais para carregar a bola e dar velocidade.

Gomes chegou a citar Anderson Aquino, mas também lembrou que o jogar dá mais certo como segundo atacante. Sinal de que enxerga a realidade. Com muita observação e trabalho, o treinador poderá encontrar o equilíbrio para este Botafogo que não consegue ofensivo do meio para frente.



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