A coisa está melhor do que em 2004. O botafoguense deve ser mais otimista



O Botafogo vai estrear no Campeonato Brasileiro no domingo, diante dos reservas do São Paulo, sob a desconfiança de sua torcida. Poucos acreditam que o atual elenco segura uma temporada desgastante. Os méritos do técnico Ricardo Gomes de encontrar uma equipe disciplinada taticamente e que tenta lutar por todos os espaços em campo pode não ser suficiente. Afinal de contas, quando tem grande desempenho o Glorioso dá a impressão de que está jogando no seu limite. É possível jogar no limite 38 rodadas?

Logicamente que é muito cedo para fazer previsões. Historicamente o Botafogo dá alegrias quando menos se espera dele. Mas já que falamos em história que tal traçar um paralelo com 2004, quando o time voltou a disputar a Série A depois de um ano na Segundona. Talvez olhando dessa maneira dê para ser um pouco mais otimista.

Em 2004 o Botafogo não tinha ido nada bem no Campeonato Carioca, ao contrário de agora, e estreou sob a batuta do técnico Levir Culpi sendo goleado pelo Goiás por 4 a 1 em casa. Naquele feriado de 21 de abril brilhou o artilheiro goiano Alex Dias, autor de três gols. O Botafogo, que teve seu tento anotado por Hugo, formou com Jéfferson, Rodrigo Fernandes, João Carlos, Sandro e Jorginho; Túlio, Fernando, Camacho e Valdo; Delani e Hugo.

O desempenho do Glorioso foi sofrível. O time passou a competição toda lutando contra o rebaixamento e na última rodada, quando escapou, Levir Culpi já estava longe. O empate por 1 a 1 com o Atlético-PR, que postulava o título, foi heróico, assim como o gol de Schwenck. O Alvinegro disputou aquela partida com Jéfferson, Ruy, Scheidt, Gustavo e Jorginho Paulista; Fernando, Túlio, Valdo e Caio; Alex Alves e Schwenck.

Naquele ano o Botafogo não conseguiu mostrar organização tática, trocou o comando técnico algumas vezes e escapou graças a uma arrancada final. O time que vai estrear no domingo parece mais confiante. Se tem experientes como Jéfferson, Aírton e Joel Carli, também conta com garotos que podem dar muito o que falar. Peças como o lateral-direito Diego, o zagueiro Emerson Santos, o volante Fernandes, o meia Leandrinho e os atacantes Ribamar e Luis Henrique têm tudo para terem uma carreira sólida. Ricardo Gomes tem o time na mão e o Botafogo esbanja uma virtude importante para um grande clube em momento delicado: tem consciência de suas limitações. Pensar em título ou em Libertadores com o atual plantel talvez apenas um golpe do destino, digno de Leicester. Mas não o vejo como candidato ao rebaixamento, como muitos gritam. O tempo dirá.

Ricardo Gomes passa confiança aos torcedores (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo.)

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