É casaca até o fim!



Alô, Turma da Fuzarca!

Eis que chegou o dia em que nos despediremos dos entes queridos, dos amores correspondidos e das paixões inexplicáveis. Gajos, chegou o momento em que o mundo acabará, menos o que sentimos pelo Gigante da Colina. As construções irão ruir, o chão irá se abrir e tudo que conhecemos será transformado em pó. Menos o nosso amor pelo Vascão, o pá!

Já me vejo uma poeira cósmica, a vagar pelo espaço, a dobrar todas as esquinas do infinito. Nessa jornada sideral, esbarrarei com outras partículas, fragmentos ínfimos do que conhecemos um dia como mundo. Em um mínimo instante, encontrarei novamente um pedaço de São Januário. Nesse momento, nada mais importará na escura imensidão. Eu, uma simples poeira cósmica, me sentirei em casa.

Já pedi a Dom Manolo, meu assessor para assuntos de apocalípse, que nos reserve um táxi para amanhã de manhã. Espero estar dentro da Colina Histórica quando o fim tiver início. Não posso me imaginar em qualquer outro lugar, o pá! Com um suco de groselha na mão, com a cruz de malta ostentada no peito, me sentarei no mesmo lugar de sempre, nas sociais de São Januário.

Turma da Fuzarca, em meu peito, não haverá espaço para melancolia. Apenas o enorme orgulho de ser vascaíno pulsará nas últimas batidas do meu coração. Tudo acabará hoje, mas o Vasco seguirá existindo. Até quando mais nada existir.

UMA BREVE HISTÓRIA DE NOSSO CLUBE

O Vasco da Gama foi fundado em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores. O nome do clube foi escolhido devido as celebrações do quarto centenário da descoberta do caminho marítimo para as Índias, ocorrida em 1498, pelo navegador Vasco da Gama.

Desde o princípio, o clube teve a democracia como marca. Isso serviu na escolha das cores do clube. Usando preto, o branco e o vermelho na cruz. São cores que se encaixam na ideia de uma comunhão de etnias (já que o clube lutou contra preconceitos raciais e sociais nos anos 20).

Em 1904, Cândido José de Araújo, um mulato foi eleito o presidente do clube, que até então, só se dedicava ao remo e ao tiro.

O futebol do Vasco começou em 1915. Somente em 1923 aconteceu a estreia na elite do futebol carioca. A partir daí o clube se firmou entre os maiores do Rio de Janeiro, do Brasil, das Américas e do mundo.

O Vasco teve muitos times históricos. No entanto, alguns marcaram mais. Entre esses estão o Expresso da Vitória, de 1949, (primeiro clube brasileiro a ser campeão sul-americano). A equipe de 1974, que foi marcada pelo primeiro título nacional do clube e pela presença de Roberto Dinamite – que se tornou o maior artilheiro da história do clube.

Além desses, houve o timaço do fim da década de 1990 e do começo dos anos 2000. Esse grupo levantou cinco títulos: a Libertadores no ano do centenário (1998), a Mercosul e o Brasileirão de 2000 e os Carioca e Rio-São Paulo de 1999.

DADOS GERAIS SOBRE O VASCO

Jogos: 5468
Vitórias: 2920
Empates: 1259
Derrotas: 1289
Gols Marcados: 10840
Gols Sofridos: 6402

Tamanho da torcida: 9 milhões de torcedoers (4, 5%)

O QUE FALTARÁ AO VASCO

– Um título mundial
– Vencer o arquirrival Flamengo em uma decisão de nível nacional ou internacional

JOGADORES QUE VOCÊ NÃO VAI TER A CHANCE DE VER EM AÇÃO

Jordi – goleiro
Goleiro sub-20, chegou a treinar com os profissionais em algumas oportunidades. Integrante da Seleção Brasileira no
preparatório do Sul-Americano Sub-20, que acontecerá em 2013, Jordi é uma das grandes promessas da base cruz-maltina e já
recebeu elogios do ex-goleiro e atual preparador Carlos Germano.

Richard – lateral-direito
Jovem de apenas 17 anos, começou a carreira no Naútico e teve uma passagem pelo Benfica, de Portugal. Voltou para o Brasil e
ao Náutico. Ao disputar um torneio em Pernambuco, chamou a atenção de Tornado, treinador vascaíno na época. Chamou a atenção com boas atuações na Copa do Brasil Sub-20.

Paulista – volante
O volante tem como uma das principais características a liderança em campo. Com apenas 18 anos, chegou ao Vasco em 2007 e já teve passagem pelas seleções de base.

Guilherme Costa – meia
Com 18 anos, Guilherme Costa é tido como uma das maiores promessas do Vasco. Ganhou o status principalmente após ser o camisa 10 da Seleção Brasileira Sub-17. Quando estava prestes a assinar seu primeiro contrato profissional, com 16 anos, teve seu nome especulado em interesses do Chelsea, da Inglaterra, e do Porto, de Portugal. Recentemente, chegou a realizar alguns
treinos com o elenco profissional.

Marquinhos – atacante
Marcos do Sul, ou Marquinhos, como prefere ser chamado, é uma das esperanças de gol da base vascaína. Com um estilo de jogo ‘ousado’, o jovem atacante, de apenas 18 anos, costuma chamar a atenção pela velocidade e dribles. Chegou ao Vasco após
passagem pelo Madureira e ser um dos destaques de um torneio.

GRANDES JOGADORES QUE NÃO VÃO TER A CHANCE DE VOLTAR

Com o fim do mundo, três ídolos não se aposentarão com a camisa do Vasco. Juninho, Hélton e Pedrinho, que está com a despedida marcada, deixarão a torcida na vontade.

O meia Juninho, o goleiro Hélton e o apoiador Pedrinho são três jogadores que com o fim do mundo não terão a oportunidade de se despedir diante da torcida do Vasco. O que será uma grande frustração para os vascaínos, que desejam ver os atletas outra vez com a camisa cruz-maltina.

Juninho, que neste mês deixou o clube cruz-maltino para jogar no futebol norte-americano, será a ausência mais sentida. O Reizinho, idolatrado pelos vascaínos, foi campeão da Libertadores, da Mercosul, bi-campeão brasileiro, campeão carioca e do Rio-São Paulo. Mesmo com a transferência para o New York Red Bulls, o jogador de 37 anos ainda cogita encerrar a carreira no Vasco. Mas isso só acontecerá se o mundo sobreviver ao dia 21/12.

Hélton subiu para o time profissional do Vasco em 2000. No mesmo ano, ele foi convocado para a Seleção que disputou os Jogos Olímpicos. Dois anos de boas atuações fizeram com que ele fosse notado pelo futebol europeu e logo se transferiu para o União de Leiria de Portugal. Desde então, o Vasco não teve um goleiro tão aclamado como ele e a massa vascaína deseja vê-lo outra vez com a cruz de malta no peito.

Desses três nomes, a situação de Pedrinho é a mais traumática. Isso porque a despedida do jogador com a camisa do Vasco está marcada para o dia 13 de janeiro, contra o Ajax (HOL), em São Januário. E ele está bastante empolgado com o jogo, que pode não acontecer.

– Para mim será uma coisa maravilhosa, marcante. Fui criado em São Januário, é o clube que eu amo. Será um momento inesquecível. Preciso treinar um pouquinho para entrar em forma e não fazer feio. Só tenho que agradecer ao Vasco e aos torcedores por todo esse tempo que vivi lá dentro. Espero que possam comparecer, pois para mim será um momento único, ver o estádio cheio – disse o ex-camisa 7, sem se lembrar do apocalipse.

BATE-BOLA
Alessandro
Goleiro do Vasco

Momento mais marcante que viveu com a camisa do Vasco antes do fim do mundo?
Gostaria que o mundo não acabasse, mas se acabar mesmo, o que eu vou levar de mais marcante é a minha estreia, no jogo contra o Bangu. Esse momento foi muito bacana.

Maior emoção que viveu no clube?
A volta do Ricardo. Um momento de muita emoção por tudo o que ele passou e tudo mais. Nem preciso falar muito, todo mundo conhece a história de superação dele.

O que não fez jogando pelo Vasco?
Eu lamento muito o fato de não ter tido uma sequência com a camisa do Vasco. É uma coisa quenão consegui ter e gostaria de realizar.

A ÚLTIMA PARTIDA

FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 1 X 2 VASCO

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/Hora: 2/12/2012 – 17h (de Brasília)

Árbitro: Grazianni Maciel Rocha (RJ)
Auxiliares: Lilian da Silva Fernandes Bruno (RJ) e Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ)

Renda/Público: R$ 195.940,00 / 5.470 pagantes

Cartões amarelos: Carleto (FLU) e Abuda, Renato Silva, Auremir, Douglas (VAS)

GOLS: Eder Luis 26’/2ºT (0-1), Eder Luis 35’/2ºT (0-2) e Carleto 40’/2ºT (1-2)

FLUMINENSE: Ricardo Berna, Bruno (Igor Julião 16/2ºT), Digão, Elivélton e Carleto; Valencia, Diguinho, Fábio Braga (Michael,
aos 27’/2ºT) e Higor (Biro Biro 33’/2ºT); Marcos Júnior e Samuel. Técnico: Abel Braga.

VASCO: Alessandro, Auremir, Douglas, Renato Silva e Thiago Feltri (Fabrício 10’/2ºT); Abuda, Max, Jhon Cley (Renato Auguso
27’/2ºT) e Marlone (Dakson 20’/2ºT); Eder Luis e Romário. Técnico: Gaúcho.

 



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