Nilton Santos, o amuleto que nunca nos abandonou



Caros alvinegros,

Ainda estou muito abalado pela perda do nosso grande ídolo Nilton Santos. Mas, além de derramar lágrimas por ele, é preciso lembrar com carinho do que ele fez por nós, pois, como ele mesmo dizia, isso o ‘envandecia’.

Nilton Santos chegou ao Botafogo em 1948 e desde então nunca mais saiu nem sairá. Não satisfeito de ser o jogador que mais vezes vestiu o nosso manto, ele virou dirigente e, de tão fanático, perdeu as estribeiras com a arbitragem, quando deu um soco no árbitro Armando Marques, em pleno Maracanã.

Vocês sabiam que Nilton Santos abraçou Maurício, autor do gol do título de 1989, no vestiário, antes daquela vitória contra os Molambos? Niltão, aliás, participou da preleção daquele jogo histórico.

Anos depois, em 1995, ele também estava presente na final do Campeonato Brasileiro e passou o seu botafoguismo aos jogadores.

Em 2004, a Enciclopédia nos abençoou naquele ano complicado, em pleno centenário, quando lutávamos contra o rebaixamento. Niltão, de braços abertos, à frente do Cristo Redentor, cortou o bolo do nosso aniversário, numa foto que ficou eternizada. Eu estava lá e vi tudo de perto. Foi lindo, porque, além de ídolo, Nilton deu mais uma prova de que nunca nos abandonou, mesmo nos momentos mais complicados. O nosso craque, aliás, sempre se derreteu pela massa alvinegra.

E você acha que acabou? Em 2010, Nilton deu um abraço em Loco Abreu antes dele marcar o gol do título contra os Molambos.

Niltão, meu querido, obrigado por tudo, novamente. Nós, botafoguenses, seremos eternamente gratos por tudo, passando pelos títulos até à sua simplicidade singular, típica de um grande homem.

Que a terra lhe seja leve, Nilton Santos!



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