Eu me rendo: desculpe-me, Rafael Marques



Caros alvinegros, há muito não reservo este meu nobre espaço para prestar queixas sobre o desempenho de Rafael Marques, mas, como durante um bom tempo eu admito ter feito isso, aproveito a atuação de gala dele no domingo, para, mais uma vez, pedir: Me desculpe, meu craque!

Confesso que, quando desembarcou em General Severiano, duvidei que o RM20 fosse vingar. Grandalhão, magricela, meio desengonçado… Logo pensei que era alguém querendo ocupar o posto do nosso grande ídolo Loco Abreu. A antipatia foi imediata, reforçada pelas más atuações. Nós, botafoguenses, queríamos os gols que estávamos acostumado a ver o uruguaio de ‘três cojones’ marcar. Que tolos nós fomos!

Rafael é diferente, não tem nada do Loco. Falta aquela marra sadia, mas, mesmo humilde, se impõe. Não provoca a torcida rival, mas não deixa o adversário se criar. Não dá cavadinha, mas tem gol em decisão também. E ai da torcida se começar a pegar no seu pé, ele faz o gol e manda a gente se calar.

E é neste ponto que eu quero chegar. Apesar de ser um artilheiro quieto mostra, ele tem personalidade. Seus gols decisivos comprovam que Oswaldo de Oliveira estava certo ao fazer questão da contratação dele, ainda mais por pedir pela permanência quando o momento era o pior possível.

Dizem que ele recebe mais de R$ 200 mil por mês. Oswaldo, com razão, afirmou que é pouco. E é mesmo. A alegria que Rafael Marques tem me dado não tem preço.

Ainda tem muita água para rolar debaixo da ponte, mas Rafael Marques, a partir desse clássico, pode estar eternizando o nome dele no imenso hall de ídolos de General Severiano. Quem diria…



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