Dirigentes do Volta Redonda tentam explicar mistério sobre direitos de Marrony



Uma questão envolvendo os direitos econômicos do atacante Marrony ainda parece distante da elucidação. O jogador tem os seus direitos divididos entre o Vasco e o Volta Redonda. Desde a sua chegada ao Cruzmaltino, os seus percentuais se mantiveram em 70%, conforme publicado no balanço patrimonial, em abril deste ano. Entretanto, houve diferença nos últimos balancetes divulgados pelo Voltaço. Em 2018, o clube do interior do Rio de Janeiro possuía 30% dos direitos. Já no documento de 2019, esse percentual caiu para 20%.

Não há, nos tais balancetes, qualquer registro de uma negociação envolvendo os direitos do jogador. Em entrevista à De Prima, Flávio Horta Jr., vice-presidente do Volta Redonda, e Murilo Pragana, presidente do Conselho Deliberativo, tentaram explicar o caso. Flávio Horta Jr. garantiu que todos os itens que constam no contrato entre o clube e Marrony estão sendo respeitados. Segundo ele, o Voltaço tem seguido as regras de transparência.

“Todas as premissas do contrato do Marrony, sejam federativas ou econômicas, foram previstas no inicio de 2015, quando da transferência do atleta. Ademais, no tocante a direitos de atletas em geral, desde 2017 o clube passou a apresentar, por questão de transparência, os seus direitos. Toda e qualquer alteração é lançada no balanço seguinte, independente de ter ou não transação financeira, tornando a publicação o retrato fiel do clube. No caso do balanço de 2018, o mesmo foi analisado pelo Conselho Fiscal que emitiu parecer técnico por sua aprovação, auditado por empresa de auditoria independente e, finalmente, aprovado por unanimidade pelo Conselho Deliberativo”, explicou Horta Jr.

O presidente do Conselho Deliberativo, Murilo Pragana, eleito para o cargo no fim do ano passado, também citou o processo realizado para a aprovação das contas, mas não quis explicar números anteriores à sua gestão. Segundo Pragana, se os poderes do clube aprovaram os balancetes, não há mais o que se discutir.

“Eu assumi o conselho em dezembro de 2018. A aprovação das contas pelo Conselho Deliberativo foi após uma explanação do Conselho Fiscal, que contou com uma auditoria independente. Já está tudo sacramentado, não tem que falar sobre prestação de conta de 2017 e 2018. Não tem mais que ficar falando dos números do passado”, finalizou.

Apesar das explicações sobre os números financeiros do Volta Redonda, e da confiança de ambos os dirigentes na lisura do processo, o real motivo da redução do percentual dos direitos econômicos de Marrony não foi conclusivo.



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