Em dia de caos na cidade, prefeitura do Rio de Janeiro inicia obras no clube Everest



A prefeitura do Rio iniciou, nesta terça-feira, obras no campo do clube Everest. Crédito: Emerson Rocha

Nesta terça-feira, dia de mais uma tragédia no Rio de Janeiro, profissionais da segurança pública, além de máquinas, que poderiam estar ajudando no salvamento e na ordenação de uma cidade afogada, estavam no campo do clube Everest, na Zona Norte da capital, para dar início à construção de unidades do “Minha Casa, Minha Vida”. Desde 2018, há uma disputa judicial entre a prefeitura carioca e o clube, que ainda não teve o seu mérito transitado em julgado. Entretanto, isso não impediu que os muros fossem ao chão.

Políticos e personalidades do esporte assumiram a defesa do campo do Everest, contra a sua demolição. Deputado Federal na época, Otávio Leite, atual secretário de turismo do estado, é um dos grandes defensores do Everest. Leite, inclusive, esteve no local durante o trabalho de remoção dos muros.

– Essa operação é absolutamente ilegal, configura abuso de poder. Não há conclusão do processo, não há mandado de reintegração, não há nenhuma medida liminar que permita essa violência – explicou o secretário.

Marco Vieira, presidente do Everest, relatou que ficou atônito ao ver as maquinas entrando no campo e derrubando os muros. Para ele, restou pouca coisa a se fazer, a não ser, lamentar a postura da prefeitura do Rio.

– Não pude fazer nada. Os advogados estão cuidando do caso. Essa ação não acabou, mas, sinceramente, não sei o que vai ser do clube. Esses guardas municipais que estão aqui, deveriam estar ajudando no alagamento da cidade. Tem tratores aqui, poderiam estar recolhendo os escombros caídos pelas ruas.

Já Romildo Jucá, superintendente da Grande Inhaúma, seção subordinada à prefeitura, concordou que o processo ainda cabe recursos, mas explicou que nenhuma ação, neste momento, tem efeito suspensivo.

– Por maioria, os desembargadores decidiram por derrubar o mandado de segurança que paralisou o início das obras. Em decisão superior, ficou decidido que as ações não poderiam ter efeito suspensivo. Tudo aconteceu dentro dos parâmetros da Justiça – explicou Jucá.



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