Filho de campeão mundial pela Seleção Brasileira investe em esportes eletrônicos



Rodrigo Rivellino tem investido na área de esportes eletrônicos. Crédito: Divulgação

Rodrigo é filho de Rivellino, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1970, e ídolo de clubes como Corinthians e Fluminense. Mas, não foi exatamente no futebol que ele conseguiu se destacar. Rodrigo Rivellino é um empresário de sucesso no ramo dos eSports e tem investido muito nesse novo setor. Aliado a isso, Rodrigo tem um trabalho pioneiro de educação, em uma parceria com a sua empresa, a Live Arena, com a Ser Educacional, para quem quer seguir essa carreira esportiva.

Confira a entrevista com Rodrigo Rivellino:

1-Como está andando o projeto da Live Arena com o Ser Educacional? Como você enxerga esse mercado no Brasil?

No fim de 2018, tivemos uma experiência imersiva memorável com nossos cursos presenciais. Foi algo inédito no Brasil e nos deram um feedback muito positivo. Esse projeto nos deixou ainda mais motivados e com a convicção de que estamos no caminho correto. Obviamente, também foi muito importante para aprendizados e desenvolvimento de toda a nossa metodologia e melhoria de conteúdos. Neste ano, vamos lançar dos nossos cursos na plataforma EAD, que virão com conteúdos exclusivos para preencher nosso propósito de, realmente, ver ainda mais pessoas se inspirarem e se desenvolverem rumo às novas profissões. Como todo projeto, com um processo disruptivo e novo, é necessário muita convicção, trabalho, resiliência e a paixão em querer transformar ou dar para as pessoas novas perspectivas de vida. Novamente, estamos muito confiantes e motivados para nossos próximos passos.

2-Dados mostram que os brasileiros são os que mais se interessam no mundo dos games. Entretanto, a carga tributária do setor é muito alto no Brasil. Já existe alguma iniciativa para baratear os produtos para que todos tenham acessos?

Há algumas iniciativas formais nessa direção, como a PEC dos Games. Com o crescimento do mercado e do interesse em geral, entendo que será um movimento natural com lançamento de novos produtos, marcas e conteúdos, fazendo com que o universo dos games venha a ganhar opções e oportunidades mais em conta para todos. Com foco na educação, que é a base para o desenvolvimento, é preciso criar alternativas para aumentar os acessos a uma maior quantidade de pessoas.

3- Como você dimensiona o mercado em termos de valores. E quanto o mercado pagaria a um profissional formado?

Temos exemplos claros que as pessoas, hoje, passaram a viver de profissões, como cosplayers, casters, criadores de conteúdo ou streamers, pro-players, entre outras. Tudo isso, há três anos não era possível, muito menos tangível. O mercado dos games e eSports, apesar de relativamente novo, já possui cifras bilionárias. Não conseguimos ter os números exatos, mas algumas pesquisas, como a publicada pela NewZoo no ano passado, mostram essa característica. Os dados estimaram que o mercado global de eSports iria gerar cerca de US$ 906 milhões em 2018. Em 2021, esse mercado deve gerar cerca de US$ 1,6 bilhão. Outro dado legal é que o Brasil tem o maior público de eSports da América Latina e o terceiro maior do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos.

4- Como é feito o intercâmbio com os mercados do exterior em termos de atualização tecnológica?

Hoje, o intercambio ainda é muito virtual. Ou seja, com pesquisas via internet e contatos vias redes sociais. Porém, novamente, com o crescimento do mercado e demandas e o mundo globalizado, a tendência é a cada dia estarmos mais juntos e com prazos menores em termos de inovação, tecnologia e desenvolvimento.

5- Existem novos projetos para os próximos anos ou é mais prudente aguardar os resultados no projeto atual?

Estamos focados em consolidar essa nossa iniciativa da Live Arena Educação, que é inédita para o cenário nacional, e ainda pode gerar outras grandes variáveis. Obviamente, já temos novos projetos e próximos passos, mas eles também dependem dos resultados dos projetos atuais..



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