Litígio com Eletrobras barra auxílio de estatais à CBB, que deve R$ 46 milhões



Guy Peixoto é presidente da CBB. Crédito: Divulgação

Com Jonas Moura

No comando da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) há um ano e três meses, a atual diretoria, liderada pelo presidente Guy Peixoto, trava uma batalha para tirar a entidade do buraco. As dívidas chegam a R$ 46 milhões, e o litígio com a Eletrobras, ex-patrocinadora da modalidade, barra o acerto com um novo apoiador. Uma das candidatas é a Caixa, que chegou a se reunir diversas vezes com representantes da CBB desde que a nova gestão assumiu. A empresa patrocina o NBB, organizado pela Liga Nacional de Basquete (LNB).

Em audiência na Comissão do Esporte na Câmara dos Deputados na última quarta-feira, o ex-jogador Oscar Schmidt criticou publicamente a estatal. Gerson Bordignon, gerente executivo da Caixa, se defendeu. Banco do Brasil, BNDES, Petrobras, Correios e Eletrobras também estiveram presentes.

“O problema da CBB é o fato de não ter as certidões (negativas de débito). Há a limitação do litígio com a Eletrobras, que precisa ser resolvido. A gente não pode entrar enquanto há litígio com outra estatal”, disse o executivo.

Empresário do ramo de logística e transporte de bebidas, Guy Peixoto enfrenta uma série de problemas deixados pelo presidente anterior, Carlos Nunes, e vem tirando dinheiro do próprio bolso. A confederação, que chegou a ser suspensa pela Federação Internacional de Basquete (Fiba) em 2016, mas recuperou sua credencial, sofreu o corte de telefones nesta semana.

A Eletrobras apoiou o esporte por mais de dez anos, mas decidiu se retirar em 2013. E as partes entraram em guerra. A estatal entrou na Justiça para cobrar uma série de problemas na gestão dos recursos, mas a confederação contra-atacou. A CBB afirma estar perto de obter as certidões negativas de débito, mas, diante do impasse com a ex-patrocinadora, o problema ainda parece longe de uma solução



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