Bioquímico que defendeu Guerrero pede que processos não sejam “inquisição moderna”



 

O atacante Paolo Guerrero ainda tem esperança de jogar a Copa do Mundo pela seleção do Peru. Crédito: Futebol Interior

Contratado para trabalhar como perito na defesa do atacante peruano Paolo Guerrero, acusado de doping, o bioquímico L. C. Cameron, da UniRio, falou sobre o caso julgado pela Fifa e pelo CAS (Corte Arbitral do Esporte).

Em ambos os julgamentos, Cameron explicou que a sua tese de defesa, de que houve um acidente na contaminação, foi aceita. Porém, as cortes entenderam que Guerrero foi negligente. O bioquímico crê que os processos devam ser flexibilizados para buscar um equilíbrio maior entre o contexto em que a alegada ofensa ocorreu e as necessidades do controle de dopagem.

L. C. Cameron afirmou que, dentro dos dados analisados científicamente, não houve qualquer indício de que Paolo Guerrero tenha se dopado de maneira intencional. A tese de defesa do bioquímico é a de que houve um acidente que contaminou a bebida do atacante ou que um chá inadequado foi servido ao mesmo.

Guerrero estava a serviço da seleção do Peru, pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa da Rússia. O fator principal que o faz crer nessa tese é que, a quantidade da substância proibida encontrada na amostra de urina cedida pelo jogador, era mínima.

Cameron defende que os processos de doping não sejam uma “inquisição moderna”. Embora defendendo o rigor das punições, para ele, é preciso achar um “caminho do meio”.



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